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    Enquanto as relações entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un foram marcadas por altos e baixos, analista acredita que política de Biden em relação a Pyongyang deverá ser semelhante à de Obama.

    Ainda no início de seu mandato, o atual presidente norte-americano, Donald Trump, trocou farpas e ameaças com o governo da Coreia do Norte, levantando a hipótese de um iminente conflito.

    Contudo, as relações entre ambos os líderes parecem ter mudado no contexto de inúmeros encontros entre estes.

    Em uma declaração pública feita ainda em setembro de 2018, Trump disse que ele e Kim tinham "se apaixonado", ao passo que afirmou ter recebido cartas do norte-coreano, publicou a BBC.

    Segundo o livro "Rage" ("Raiva" na tradução do inglês) do editor associado do jornal Washington Post Bob Woodward, uma das cartas de Kim dizia:

    "Não posso esquecer aquele momento da história em que segurei firmemente a mão de Vossa Excelência."

    No entanto, a história deverá mudar caso Joe Biden assuma a presidência dos EUA.

    "Apesar de todas as faltas da forma de aproximação muito inconvencional da administração Trump à Coreia do Norte, minha principal preocupação é que a abordagem de Biden seja bem semelhante à de Obama", publicou o portal NBC News, citando a pesquisadora em proliferação e política nuclear Cristina Varriale do Real Instituto dos Serviços Unidos, um centro de análise do Reino Unido.

    Varriale também afirmou que a política do ex-presidente norte-americano Barak Obama "não funcionou".

    Embora as conversações sobre a desnuclearização da península coreana não tenham trazido resultados concretos, o diálogo e os encontros evidenciaram uma aproximação entre Pyongyang e Washington, o que poderia ser difícil de se obter após declarações de Biden sobre Kim.

    No último debate no contexto da eleição presidencial nos EUA, Biden afirmou:

    "Ele [Trump] tem falado de seu bom camarada [referência a Kim], que é um criminoso – um criminoso."

    Explicando sua relação com Kim, Trump disse que "uma boa relação" com o líder norte-coreano era melhor do que uma guerra nuclear, ao passo que Biden rebateu:

    "Nós tínhamos um bom relacionamento com Hitler antes de ele de fato invadir a Europa."

    Ainda no ano passado, Biden havia chamado Kim Jong-un de um "ditador assassino", ao passo que a mídia estatal norte-coreana o chamou de "cachorro raivoso" que "deve ser agredido com um porrete até a morte".

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    Tags:
    Pyongyang, programa nuclear, desnuclearização, península coreana, Kim Jong-un, Donald Trump, Joe Biden, Coreia do Norte
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