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    É improvável que as negociações entre os líderes dos EUA e da Coreia do Norte sejam realizadas este ano, pois apenas Washington manifesta interesse por essa cúpula "impraticável", disse nesta sexta-feira (10) Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un.

    Na quinta-feira (9), o Departamento de Estado dos EUA declarou que Washington continua preparado para iniciar negociações com a Coreia do Norte, reproduzindo um pensamento anteriormente manifestado pelo presidente Donald Trump.

    "Foi bom o bastante para eu matar a hora do café da manhã assistindo ao noticiário da TV as mudanças na mentalidade dos americanos, que passaram a indicar sinais da possibilidade das negociações da cúpula entre a [Coreia do Norte] e os EUA", comentou inicialmente Kim Yo-jong, citada pela agência de notícias estatal KCNA.

    "Ainda é minha opinião pessoal, no entanto, [que] duvido que coisas como as negociações da cúpula entre a Coreia do Norte e os EUA ocorram este ano", acrescentou ela, que também e a primeira vice-diretora do Departamento de Propaganda e Agitação da Partido dos Trabalhadores da Coreia.

    Kim Yo-jong é vista como a confidente mais próxima de seu irmão e foi recentemente confirmada como sua principal autoridade para assuntos inter-coreanos. A irmã de Kim Jong-un complementou que a possibilidade da cúpula dependia apenas do presidente dos EUA, Donald Trump, e do líder norte-coreano.

    Além disso, Kim Yo-jong mencionou que a Coreia do Norte estava comprometida com a desnuclearização, mas os EUA deveriam primeiro abandonar sua "política hostil" em relação a Pyongyang.

    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na linha demilitarizada, 30 de junho de 2019
    © AP Photo / Susan Walsh
    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na linha demilitarizada, 30 de junho de 2019

    Ela falou ao mesmo tempo em que a principal autoridade dos EUA nas Coreias está na Ásia. O vice-secretário de Estado, Stephen Biegun, está no Japão depois de se reunir com autoridades sul-coreanas em Seul, onde acusou um negociador nuclear norte-coreano de estar "fechado em uma maneira antiga de pensar". Seus comentários indicam que Washington provavelmente não fará concessões para retomar as negociações apesar da pressão do Norte.

    Trump e Kim Jong-un se encontraram três vezes desde que embarcaram na diplomacia nuclear de alto risco em 2018. Mas as negociações fracassaram desde sua segunda cúpula em fevereiro de 2019, quando os americanos rejeitaram as demandas norte-coreanas por grandes sanções em troca de uma rendição parcial de sua capacidade nuclear.

    Em dezembro de 2019, a liderança norte-coreana prometeu o "presente de Natal", presumivelmente significando um lançamento de míssil de longo alcance para os EUA, a menos que isso mude de posição nas negociações de desnuclearização. No entanto, a Coreia do Norte não fez nenhum movimento hostil naquele momento.

    Kim Yo-jong afirmou que, embora a Coreia do Norte não tenha dado aos EUA um "presente de Natal", Washington deve estar preocupado com o fato de que esse presente possa ser enviado na véspera das eleições presidenciais dos EUA em novembro. Ao mesmo tempo, ela destacou que a Coreia do Norte não faria ameaças.

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    Tags:
    Stephen Biegun, armas nucleares, desnuclearização, diplomacia, Kim Yo-jong, Kim Jong-un, Donald Trump, Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos
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