22:52 23 Novembro 2020
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    O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, assegurou que as denúncias contra ele ante a CPI não possuem fundamentos.

    De acordo com Evo Morales, as denúncias apresentadas pelo governo transitório de Jeanine Áñez ante a Corte Penal Internacional (CPI) não possuem legitimidade e são uma manobra para desviar atenção.

    "Sabem muito bem que essas denúncias não vão chegar a nada porque são falsas, são cortinas de fumaça na atual corrida eleitoral que tentam distrair atenção do povo boliviano da catástrofe econômica, sanitária e humanitária que vive a Bolívia", afirmou o ex-mandatário.

    Em seu refúgio em Buenos Aires, Morales observou que o executivo de Áñez foi denunciado por Nações Unidas, Comissão Interamericana de Diretos Humanos, "ONGs, observatórios da Universidade de Harvard e jornais de prestígio pelos massacres e violações dos direitos humanos".

    "Agora nos demanda, a mim e alguns líderes do povo, ante a CPI por defender a democracia; e segue sua campanha paga de desprestígio", concluiu o presidente que governou seu país entre 2006 e 2019.

    O governo transitório da Bolívia demandou em 4 de setembro o ex-presidente diante da CPI, com sede em Haia, na Holanda, por seus supostos crimes cometidos em meio a recentes protestos exigindo eleições.

    Alegado

    A Procuradoria-Geral do Estado "está na CPI de Haia apresentando a denúncia por delitos de lesa-humanidade contra Evo Morales e outros pelo fechamento de cidades que causou mais de 40 falecimentos pela falta de oxigênio medicinal", informou Áñez.

    Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, participa de cerimônia de posse de seu novo ministro da Saúde no palácio presidencial em La Paz, Bolívia, 8 de abril de 2020
    © AP Photo / Juan Karita
    Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, participa de cerimônia de posse de seu novo ministro da Saúde

    A demanda salienta que Morales e os dirigentes Juan Carlos Huarachi, da Central Operária Boliviana, e Leonardo Loza, dos sindicatos de produtores de coca, são responsáveis pela morte de aproximadamente 40 pessoas com COVID-19. As mortes se deram devido à falta de oxigênio medicinal, que não pôde ser fornecido devido a greves que interromperam a circulação nas principais vias do país andino.

    O pedido se soma a uma cadeia de processos com os quais o governo de Áñez, que é também candidata para as eleições gerais de 18 de outubro, persegue Morales desde que deixou o país em novembro de 2019.

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    Tags:
    Evo Morales, Corte Penal Internacional, Bolívia, eleições
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