12:22 13 Agosto 2020
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    Funcionários responsáveis pela remoção da estátua de um soldado confederado nos EUA acabaram descobrindo uma cápsula do tempo fechada na base do monumento.

    A cápsula do tempo foi achada na cidade de Raleigh, depois de 126 anos enterrada sob o Monumento aos Soldados Confederados, nos terrenos do Capitólio do estado da Carolina do Norte, relata a CNN.

    Arqueólogos e conservadores do Departamento de Recursos Naturais e Culturais (DNCR, na sigla em inglês) revelaram o que encontraram dentro: uma pedra que se acredita ter sido retirada de Gettysburg, um par de botões e um fio de pelo de cavalo.

    ​Trabalhadores na Carolina do Norte encontraram uma cápsula do tempo com botões que se crê pertencerem ao casaco do general Robert E. Lee, quando estavam removendo um monumento confederado dos terrenos do Capitólio do estado

    Mas o mais notável é que, de acordo com a lista dos itens enterrados na pequena caixa de madeira que foi publicada no jornal Charlotte Democrat em sua edição de 25 de maio de 1894, os botões pertenceriam ao general Robert E. Lee e o fio teria sido arrancado de seu cavalo, Traveler.

    A CNN refere que cápsulas do tempo deste tipo não são totalmente incomuns. Em 2017, uma delas foi desenterrada de um monumento confederado em St. Louis, e em 2018, bandeiras, dinheiro e medalhas foram encontradas debaixo de uma estátua confederada durante sua remoção em Nova Orleans.

    Raramente, porém, estas cápsulas contêm relíquias do próprio general Robert E. Lee, a mais proeminente figura militar do campo confederado ou sulista na guerra da secessão norte-americana.

    A caixa metálica encontrada na semana passada em Raleigh estava "severamente danificada pelos elementos da natureza" e enferrujada em vários lugares, informa a CNN, citando o DNCR, que já está realizando trabalhos de preservação.

    ​Uma cápsula do tempo encontrada sob uma estátua confederada removida revelou itens que se acredita terem pertencido ao general Robert E. Lee

    Outros itens que constavam na lista publicada há 126 anos pelo jornal local não apareceram, como dinheiro, mapas e uma Bíblia encontrada no dia depois de Lee e os seus 28.000 homens terem capitulado, entregando-se ao general da União Ulysses S. Grant, pondo fim à guerra civil entre nortistas e sulistas.

    O monumento de Raleigh foi um dos muitos mandados retirar em junho pelo governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, por alegadamente serem alusivos à supremacia branca, após os protestos sobre a morte do cidadão norte-americano negro George Floyd.

    A guerra civil norte-americana ou da secessão aconteceu entre 1861 e 1865, nela se enfrentado os estado do norte (União), que há muito haviam abolido o trabalho escravo, e os estados do sul (Confederação) – no grupo dos quais se incluía a Carolina do Norte - onde a escravidão ainda era legal.

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    Tags:
    protestos, estátua, EUA, Black Lives Matter
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