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    Pandemia da COVID-19 no mundo no fim de junho (34)
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    O presidente da Colômbia, Iván Duque, chamou nesta sexta-feira (26) a Venezuela de "bomba-relógio" de saúde pública e disse que a falta de informações confiáveis ​​sobre o status do surto do novo coronavírus de seu vizinho é uma preocupação, pois seu governo tenta controlar suas próprias infecções.

    A Colômbia tem sido o principal destino dos venezuelanos que fogem de anos de agitação social e econômica em seu país de origem.

    Perguntado se ele estava preocupado com as longas fronteiras da Colômbia com a Venezuela e o Brasil como um canal para a entrada do vírus, mesmo estando oficialmente fechadas, Duque declarou que estava e afirmou que o problema com a Venezuela era falta de informação.

    "No caso da Venezuela, a informação é inexistente", pontuou Duque em entrevista à Agência Reuters. "Não há boa capacidade hospitalar ou boa capacidade epidemiológica, há muito tempo eles não têm programas sérios de vacinação".

    "Acho que a Venezuela é uma bomba-relógio do ponto de vista da saúde pública", acrescentou.

    A Venezuela reconheceu apenas 4.600 casos do novo coronavírus e 39 mortes, enquanto a Colômbia registrou cerca de 80.600 casos confirmados e mais de 2.600 mortes.

    O presidente venezuelano Nicolás Maduro insistiu que seu país administrou o surto melhor do que outras nações latino-americanas e destacou que a maioria dos casos pode ser atribuída a migrantes que retornam da Colômbia e do Brasil.

    Os médicos venezuelanos, no entanto, criticaram a falta de camas e suprimentos hospitalares, o uso limitado de máscaras nos espaços públicos e o uso de hotéis de baixo orçamento para pacientes em quarentena.

    O governo de Duque não reconhece Maduro como o legítimo líder de seu país e o acusa regularmente de abrigar gangues criminosas e rebeldes de esquerda.

    Mulher anda com máscara e luvas durante pandemia do coronavírus na Venezuela (foto de arquivo)
    © AFP 2020 / FEDERICO PARRA
    Mulher anda com máscara e luvas durante pandemia do coronavírus na Venezuela (foto de arquivo)

    A Colômbia enviou no mês passado mais soldados à sua fronteira com o Brasil para interromper as travessias informais, depois que o departamento de Amazonas viu um aumento nos casos.

    Duque fala o que pensa sobre o Brasil na pandemia

    O Brasil tem o segundo maior número de casos de COVID-19 do mundo, depois dos Estados Unidos, registrando mais de 1,2 milhão de casos e mais de 56 mil mortes. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro minimizou a seriedade da pandemia.

    Duque explicou que, ao contrário da Venezuela, o Brasil e seus funcionários estão se esforçando para controlar o vírus.

    "Também é preciso enfatizar que o Brasil tem instituições muito mais confiáveis ​​e credíveis", afirmou à Agência Reuters. "Também na região vimos que os governadores estaduais estão tentando fazer mais testes, adotando medidas, há um esforço coordenado com as autoridades nacionais".

    Graças a um bloqueio econômico e social estabelecido no final de março, os níveis de infecção na Colômbia são "muito mais uma elipse" do que um pico, prosseguiu Duque. Novos casos estão concentrados em um punhado de municípios e mortes entre os maiores de 60 anos, completou.

    O país, que aumentou seu número de unidades de terapia intensiva em 17% desde o início da pandemia, também está tentando aumentar o número de ventiladores.

    "A Colômbia deve chegar perto de dez mil ventiladores, o que se traduz em uma capacidade robusta em unidades de terapia intensiva", afirmou ele à Agência Reuters.

    Entre os gastos em programas sociais e assistência médica, garantias de crédito do governo e esforços de liquidez pelo Banco Central, o equivalente a 11,3% do Produto Interno Bruto (PIB) está trabalhando para combater o novo coronavírus, disse Duque.

    Quase 90% da atividade econômica do país estava "em processo de recuperação", garantiu ele à Agência Reuters. Contudo, o Ministério das Finanças informou que a economia vai contrair 5,5% este ano.

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    Tags:
    fronteiras, novo coronavírus, COVID-19, diplomacia, saúde, Jair Bolsonaro, Nicolas Maduro, Iván Duque, Brasil, Colômbia, Venezuela
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