08:54 25 Outubro 2020
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    Um contratado particular da CIA que desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento de técnicas e tortura enfrentou o início de uma semana de interrogatório por advogados no Centro de Detenção dos EUA na baía de Guantánamo, em Cuba.

    De acordo com reportagem publicada pelo jornal The Washington Post, James Mitchell teve participação direta no desenvolvimento das técnicas de interrogatório conhecidas como afogamento simulado, que foram condenadas como tortura.

    Mitchell foi interrogado por advogados de defesa que representam cinco detidos no centro de detenção de Guantánamo, incluindo Khaled Shaikh Mohammad, acusado de ser o arquiteto do plano de sequestro em 11 de setembro de 2001, que matou quase 3.000 americanos, informou a publicação.

    Os cinco presos devem enfrentar um julgamento por crimes de guerra daqui a um ano na baía de Guantánamo e podem enfrentar a pena de morte se condenados.

    Os cinco detidos alegam que as evidências que eles deram contra si mesmas ao FBI foram contaminadas porque foram coagidos pelos interrogadores da CIA usando as técnicas de Mitchell, um ex-psicólogo da Força Aérea dos EUA, observou a reportagem.

    Mitchell trabalhou com outras pessoas, incluindo outro contratado particular, para desenvolver as técnicas de interrogatório de afogamento simulado. Ele disse que a CIA temia que outro ataque catastrófico, que poderia incluir armas nucleares, estivesse sendo planejado e tivesse que ser detectado e impedido, completou o The Washington Post.

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    Tags:
    interrogatório, técnicas de interrogatório, CIA, 11 de setembro, terrorismo, tortura, afogamento simulado, Baía de Guantánamo, Guantánamo, Estados Unidos, Cuba
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