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    Parte do dinheiro foi destinado ao deputado e presidente autoproclamado Juan Guaidó sob a rubrica de "ajuda humanitária".

    Desde 2017, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) entregou aproximadamente US$ 467 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão) para a oposição venezuelana, sob a rubrica de "ajuda humanitária", reconhece o site oficial da agência.

    Além disso, a agência detalha o acordo de outubro de 2019, no qual a USAID se comprometeu a destinar US$ 128 milhões (cerca de R$ 535 milhões) para "ajudar" Guaidó e a Assembleia Nacional  a "seguir desenvolvendo planos de recuperação econômica e implementação de serviços sociais durante a transição para a democracia".

    No documento, publicado em dezembro de 2019, a agência reconhece haver destinado fundos para "compensação, custos de viagem e demais gastos de alguns assessores técnicos da Assembleia Nacional e da administração interina de Guaidó através dos fundos de assistência".

    Líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, ao telefone, em Caracas, no dia 9 de janeiro de 2020
    © REUTERS / Manaure Quintero
    Líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, ao telefone, em Caracas, no dia 9 de janeiro de 2020

    O informe sublinha, no entanto, que a agência "não transfere fundos" diretamente para a "administração Guaidó", mas sim para empresas privadas através de contratos, doações ou acordos de cooperação.

    Em setembro de 2019, a agência informou haver alocado US$ 52 milhões (cerca de R$ 217 milhões) para apoiar o líder opositor, a fim de "restaurar um governo democrático" na Venezuela.

    Fundos não declarados

    Em novembro de 2019, o embaixador designado por Guaidó em Bogotá, Humberto Calderón Berti, acusou figuras próximas do líder opositor de cometerem irregularidades na utilização dos fundos destinados à ajuda humanitária.

    "As autoridades colombianas me alertaram e mostraram documentos que citavam prostituição, bebidas, manejo irregular de recursos, cobranças dobradas e fictícias", afirmou Humberto.

    O portal de notícias Armando.info também havia denunciado a participação de onze deputados da oposição venezuelana em um "esquema de corrupção para concessão de indulgências" a empresários do ramo de importação de alimentos, ligados ao partido de Guaidó.

    Administrador da USAID, Mark Green (à esquerda), e representante da Venezuela nos EUA, Carlos Vecchio, após assinatura de acordo de cooperação, em 8 de outubro de 2019
    © AP Photo / Luis Alonso Lugo
    Administrador da USAID, Mark Green (à esquerda), e representante da Venezuela nos EUA, Carlos Vecchio, após assinatura de acordo de cooperação, em 8 de outubro de 2019

    O presidente Nicolás Maduro, por sua vez, disse que Guaidó faz uso de "milhões de dólares" oriundos de fundos venezuelanos bloqueados pelos EUA.

    As acusações de corrupção e falta de transparência na utilização de recursos geraram uma cisão interna na oposição venezuelana, que vive um novo período de disputas no legislativo.

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    Tags:
    USAID, EUA, Venezuela
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