11:52 30 Novembro 2020
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    O governo da Venezuela condenou nesta segunda-feira (13) as sanções impostas pelos EUA contra o presidente da Assembleia Nacional, Luis Parra, e outro seis deputados, como prejudiciais à democracia.

    "Venezuela denuncia a ação intervencionista do governo dos Estados Unidos ao pretender aplicar medidas coercitivas unilaterais contra o presidente da Assembleia Nacional, Luis Parra, sua direção e outros deputados, para prejudicar o bom funcionamento das instituições democráticas do país", disse o Ministério das Relações Exteriores por meio de um comunicado. 

    O Departamento de Tesouro norte-americano anunciou sanções contra Parra, proclamado presidente do Parlamento recentemente, e mais três membros da direção da Assembleia Nacional. Além disso, mais três deputados que apoiaram a eleição de Parra foram punidos. 

    Em 2019, Washington aumentou as sanções contra a Venezuela e indivíduos ligados ao chavismo. 

    Segundo o governo venezuelano, o objetivo dos EUA com as sanções é desviar a atenção de seu "fracasso". O comunicado diz ainda que as sanções "atentam contra a estabilidade e a paz da Venezuela". 

    'Trump pretende ocultar seu fracasso'

    "Donald Trump [presidente dos EUA] pretende ocultar seu manifesto fracasso com sua tentativa de impor uma troca de governo à força, e aprofunda sua intromissão em assuntos internos da Venezuela [...] com a insólita intenção de designar de Washington as autoridades do poder legislativo venezuelano", afirmou o governo. 

    No dia 5 de janeiro, opositores denunciaram que foram impedidos de entrar no Congresso, que elegeu como novo presidente da Assembleia Nacional o deputado Luis Parra. 

    O governo dos EUA e a União Europeia não reconheceram a votação, assim como o Brasil. 

    O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse por sua vez que Guaidó e os opositores não entraram no Congresso pois sabiam que perderiam a votação. 

    Em resposta, a oposição fez uma sessão improvisada em um jornal local e reelegeu Guaidó como presidente da Casa. 

    Guaidó convoca protestos

    Dois dias depois, houve nova confusão no Parlamento na primeira sessão do ano, quando Guaidó prestou juramento como "presidente encarregado" da Venezuela, após brigar com as forças de segurança que impediam a entrada no Congresso de deputados considerados inabilitados pelas autoridades.

    No sábado (11), em seu primeiro ato público após a votação em que perdeu a presidência do Parlamento, Guaidó convocou novas manifestações contra o governo.

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    Tags:
    Departamento de Tesouro dos EUA, sanções, oposição, Assembleia Nacional, parlamento, Juan Guaidó, Nicolás Maduro, conflito, Crise, EUA, Venezuela
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