16:41 19 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    5511
    Nos siga no

    O ex-presidente da Bolívia afirma que os crimes dos quais é acusado foram cometidos pela própria autoproclamada presidente interina.

    A presidente interina de Bolívia, Jeanine Áñez, disse anteriormente que Morales "sabe que tem contas a acertar com a justiça e é isso que terá de ser", se mostrando segura de que o mandado de prisão seria emitido "nos próximos dias".

    Morales, por sua vez, afirmou que "um mês após o massacre na [cidade] de Sacaba", quando as ações excessivas dos militares e policiais contra civis deixaram mortos e feridos, "ninguém foi levado à Justiça".

    ​A golpista Áñez, tal como nas ditaduras, manda e anuncia uma ordem de prisão contra a minha pessoa, por terrorismo e sedição. Enquanto os que cometeram sedição, terrorismo e genocídio foram ela, Camacho e Mesa, massacrando, assassinando e sequestrando as minhas irmãs e irmãos.

    "Contudo, gente humilde, dirigentes sociais e políticos que lutam pela democracia são perseguidos e presos pelo governo de fato. Não liberar presos políticos nem garantir salvo-condutos é também ditadura", sublinhou o ex-presidente boliviano.

    Anteriormente Evo Morales declarou que os organizadores do "golpe de Estado", nomeadamente o ex-presidente da Bolívia Carlos Mesa, Luís Fernando Camacho, político considerado como um dos principais impulsionadores dos protestos, para além da Jeanine Áñez, estão tentando culpá-lo pela morte de mais de duas dezenas de pessoas durante os protestos que assolaram o país sul-americano.

    Mais:

    Evo Morales acusa comandantes militares bolivianos de condecorar golpistas
    Evo Morales morará em Argentina e exercerá atividade política
    Tags:
    presidente interino, América Latina, golpe de Estado, Bolívia, Evo Morales
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar