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    Oficial da Casa Branca dirá em inquérito que viu tentativas de pressionar Ucrânia

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    Um oficial da Casa Branca dirá ao Congresso americano nesta terça-feira (29) que testemunhou tentativas de pressionar a Ucrânia para investigar o democrata Joe Biden, e que reportou isso como uma ameaça à segurança nacional. 

    O tenente-coronel Alexander Vindman será o primeiro funcionário da Casa Branca a depor no inquérito da Câmara dos Representantes que investiga a suposta pressão que o presidente dos EUA, Donald Trump, fez ao governo ucraniano para ajudar nas investigações sobre Biden e seu filho. 

    O objetivo do republicano seria obter vantagens políticas, já que o ex-vice-presidente é um dos principais pré-candidatos do Partido Democrata às eleições do ano que vem. 

    O testemunho de Vindman foi revelado na noite desta segunda-feira (28) pela mídia americana. Especialista em Ucrânia do Conselho de Segurança Nacional (NSC) da Casa Branca, ele disse que participou, no dia 10 de julho, de reunião na qual um representante do governo ucraniano teria sido pressionado a abrir investigações contra Biden e sobre a suposta ajuda que Kiev deu para auxiliar os democratas nas eleições de 2016. 

    Funcionário ucraniano teria sido pressionado 

    Vindman afirmou que um alto diplomata próximo a Trump, o embaixador na União Europeia Gordon Sondland, foi quem pressionou o funcionário ucraniano. "Após essa reunião, houve um interrogatório programado durante o qual Sondland enfatizou a importância da Ucrânia entregar investigações sobre as eleições de 2016, os Bidens e Burisma", afirmou o tenente-coronel no depoimento escrito, segundo publicado pela agência AFP. Burisma é o nome da empresa de energia ucraniana para o qual Hunter, filho de Joe Biden, trabalhou. 

    Presidente Donald Trump encontra seu homólogo ucraniano, Vladimir Zelensky, no hotel InterContinental Barclay em Nova York, Estados Unidos
    © AP Photo / Evan Vucci
    Presidente Donald Trump encontra seu homólogo ucraniano, Vladimir Zelensky, no hotel InterContinental Barclay em Nova York, Estados Unidos

    "Eu coloquei para Sondland que seu pronunciamento era inapropriado, que seu pedido para investigar Biden e seu filho não tinha relação com a segurança nacional", afirmou o funcionário da Casa Branca, que reportou sua preocupação para o procurador-geral da NSC. 

    'Não acho apropriado'

    Duas semanas depois, Vindman disse que ouviu a ligação entre Trump e o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky. No telefonema, que motivou a abertura do processo de impeachment, o republicano pediu para o colega ucraniano investigar a interferência nas eleições e Joe Biden e seu filho. Na ocasião, o presidente americano tinha cancelado ajuda militar para a Ucrânia, o que teria sido feito para pressionar Zelensky a cooperar. 

    "Fiquei preocupado com a ligação", disse Vindman no plano de seu depoimento. "Eu não acho que seja apropriado pedir a um governo estrangeiro investigar um cidadão americano", acrescentou ele. 

    Além de Vindman, nove autoridades americanas prestaram depoimento para o inquérito de impeachment. A administração Trump, porém, recusa-se a liberar documentos sobre o caso e procura impedir oficiais da Casa Branca de testemunhar. 

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    Tags:
    impeachment, Donald Trump, Vladimir Zelenski, Joe Biden, Ucrânia, EUA
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