01:34 16 Outubro 2019
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    Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e favorita do Partido Democrata na corrida presidencial

    'Estou falando sobre guerra nuclear contra Rússia ou China' caso Hillary ganhe as eleições

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    O Partido Democrata dos EUA continua jogando a 'carta da ameaça russa' como parte de sua campanha eleitoral, criticando republicanos por fazerem comentários positivos sobre a Rússia e seu líder. O ex-diplomata americano, James George, explicou à Rádio Sputnik as razões por trás da retórica russófoba.

    Recentemente, Barack Obama criticou duramente o candidato republicano, Donald Trump, devido às suas observações positivas sobre o presidente russo, Vladimir Putin. O atual presidente dos EUA fez tais declarações durante o discurso da campanha da candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton.

    O ex-diplomata norte-americano e assessor dos republicanos no Senado norte-americano, James George, relatou qual lógica está por trás de tais observações durante sua entrevista à Sputnik:

    "Acho que [Obama] continua com todo esse ‘meme russófobo’, pois ele está tentando distrair [o público] <…> dos problemas de saúde de Hillary, escondendo a verdade sobre as complicações e fazendo com que ele [Obama] fique na ofensiva, enquanto eles pensam uma boa forma de trazê-la de volta."

    No entanto, James George disse por que tal posição não é correta em relação à Rússia: "Agora, levando em consideração que a Rússia não é mais um país comunista há um quarto de século, [podemos] sugerir: acho que está na hora de começarmos a nos relacionar com eles".

    Segundo ele, além da Rússia não ser mais um país comunista, em muitos aspectos, é um país bastante conservador, onde a Igreja desempenha um forte papel na vida pública.

    "Os russos não aceitam um monte de coisas: casamentos entre pessoas do mesmo sexo, transgêneros e todos esses absurdos que presenciamos na América e na Europa hoje em dia <…> Um monte de progressista realmente odeia a Rússia", observou o especialista norte-americano.

    James George também explicou a lógica por trás dos duros comentários, feitos pelos democratas, sobre Trump e a atitude geral negativa em relação ao candidato republicano.

    "Hillary é uma candidata da oligarquia. <…> No entanto, Trump, ninguém sabe como, conseguiu vencer a oligarquia do Partido Republicano. Por isso, nós vemos <…> uma grande parcela dos republicanos que é contra o Trump e a favor de Hillary", disse ele.

    Hillary nunca conheceu uma guerra que ela não tenha gostado

    Uma das razões, apontada por James George, sobre a preocupação de muitos no que diz respeito às condições políticas e físicas de Hillary, estaria relacionada à possibilidade de "banho de sangue no Partido Democrata durante a decisão de quem, possivelmente, chegaria a substitui-la".

    Segundo o ex-diplomata, as perspectivas são mais preocupantes caso ela ganhe a eleição.

    "Vamos esclarecer uma coisa: Hillary é a candidata da guerra sem fim. Olhem para as pessoas que a rodeiam – Mike Morell, ex-diretor da Inteligência norte-americana que quer assassinar russos na Síria, Michele Flournoy, [ex-funcionária do Departamento de Defesa] que quer iniciar bombardeio na Síria, logo que Hillary tomar posse, ela se tornará secretária de defesa".

    "Hillary nunca conheceu uma guerra que ela não tenha gostado. Ela acredita fortemente que os EUA podem, liderando toda humanidade progressista, usar a força militar para transformar o mundo. Estou falando sobre numerosas guerras regionais e, muito possivelmente, o início de uma guerra nuclear contra a Rússia ou contra a China, ou contra ambos", concluiu o ex-diplomata dos EUA.

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    Tags:
    corrida eleitoral, Partido Democrata, Barack Obama, Hillary Clinton, EUA
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