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Putin sobre conflito Israel-Palestina: Rússia está pronta para ajudar na saída de civis em Gaza

© Sputnik / Georgy SysoevO presidente russo, Vladimir Putin, na sessão plenária do Fórum Internacional da Semana de Energia Russa
O presidente russo, Vladimir Putin, na sessão plenária do Fórum Internacional da Semana de Energia Russa - Sputnik Brasil, 1920, 13.10.2023
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Em meio à violência e aos bombardeios constantes no Oriente Médio, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu a todas as potências que não deixem de priorizar as necessidades dos civis, que formam a grande maioria das pessoas nos territórios sob conflito.
Em coletiva de imprensa em Moscou nesta sexta-feira (13), após retornar de uma viagem ao Quirguistão, Putin comentou o conflito em Israel e na Faixa de Gaza: "É claro que entendemos a lógica dos eventos, mas, apesar de toda a escalada de ambos os lados, ainda acredito que, é claro, precisamos pensar na população civil".
Os últimos dados apontam que quase 1,8 mil palestinos em Gaza foram mortos em seis dias de bombardeios israelenses, enquanto Israel se prepara para uma invasão terrestre do território densamente povoado. Outros 1,3 mil morreram em Israel em ataques lançados a partir de Gaza.
O líder russo observou que Israel enfrentou um ataque sem precedentes no fim de semana, quando militantes do Hamas passaram pela fronteira de Gaza e mataram centenas de civis israelenses em assentamentos vizinhos.
Porém, Putin disse que as Forças de Defesa de Israel (FDI), que bombardearam Gaza continuamente por seis dias, agiram brutalmente.

"Nem todas as pessoas [na Faixa de Gaza] apoiam o Hamas, aliás. Nem todos eles. Deveriam todos sofrer? Incluindo mulheres e crianças? Bem, com certeza dificilmente alguém concordará com isso", disse Putin.

O presidente acrescentou que o povo palestino tem o direito de esperar a criação de um Estado independente, com base em promessas feitas no passado, remontando aos acordos de Oslo de 1994.
Putin também afirmou que a Rússia está pronta para ajudar seus cidadãos a evacuarem quando for apropriado.
"Estamos prontos a qualquer momento, quando houver as condições certas para isso. Há bombardeios todos os dias", disse.
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Mediação russa

Um dia antes, enquanto estava em Bishkek, capital do Quirguistão, Putin enfatizou que Moscou está de prontidão para ajudar a mediar o conflito Israel-Palestina.
"Esforços coletivos são mais do que necessários em prol de um cessar-fogo imediato e da estabilização da situação no terreno", disse ele.
"Gostaria de enfatizar que a Rússia está pronta para coordenar [esforços] com todos os parceiros de mente construtiva. Partimos do princípio de que não há outra alternativa para resolver o conflito israelo-palestino que não seja por meio de negociações", acrescentou.
Os comentários são feitos após os Estados Unidos, aliado mais próximo de Israel, terem dado seu apoio incondicional ao governo israelense em resposta aos ataques do Hamas.
O embaixador palestino em Moscou, Abdel Hafiz Nofal, disse que a comunidade internacional precisa reviver o Quarteto do Oriente Médio, grupo que inclui Rússia, EUA, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia, e que ajudou a mediar os esforços de paz entre Israel e os palestinos por décadas. O diplomata acrescentou que Rússia e China poderiam desempenhar um papel importante no processo.
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Dois milhões de pessoas sob cerco completo

Israel assumiu o controle da Faixa de Gaza depois da Guerra dos Seis Dias (1967), tratando o território como não autônomo até 2006. Após a Segunda Intifada palestina, Israel concordou em retirar todas as tropas e colonos de Gaza. As primeiras eleições foram realizadas e vencidas pelo Hamas, grupo militante islâmico que promete destruir o Estado sionista.
O bloqueio contra Gaza começou logo após a vitória do Hamas, com o controle rigoroso da entrada de mercadorias no território — o cerco inclusive se estendeu para eletricidade, alimentos e combustível. Os habitantes de Gaza também não podem atravessar a fronteira sem permissão. Os controles foram criticados por grupos de direitos humanos e pela ONU, já que estão em "flagrante contravenção do direito internacional, dos direitos humanos e do direito humanitário".
Ao todo, mais de 2,3 milhões de pessoas vivem no território, sob constante ataque desde o último fim de semana. Ainda nesta sexta, Israel ordenou que 1,1 milhão de palestinos que vivem no norte de Gaza deixassem suas casas em 24 horas, enquanto se prepara para lançar um ataque terrestre contra bases do Hamas na área.
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