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'Difícil entender o que querem': plano do Reino Unido para arrastar crise na Ucrânia é viável?

© AFP 2022 / MATT DUNHAMPrimeiro-ministro britânico, Boris Johnson (à direita), e o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky (à esquerda)
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson (à direita), e o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky (à esquerda) - Sputnik Brasil, 1920, 20.06.2022
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Após segunda visita surpresa a Kiev, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson exortou os líderes ocidentais a "robustecer-se" para um longo conflito na Ucrânia.
O premiê propôs um plano de quatro pontos, que, segundo ele, "reuniria tempo para a causa da Ucrânia". "Olhando para a loucura cruel e inútil da política da elite do Reino Unido em relação à Rússia e à Ucrânia, está ficando cada vez mais difícil descobrir o que eles estão querendo", disse Nick Griffin, analisa político e ex-membro do Parlamento britânico.

"Aparentemente, tudo isso deve fazer com que a Rússia seja arrastada para uma 'longa guerra' do estilo afegão, resultando na mudança do regime em Moscou. Mas tendo em conta a evolução militar, econômica e financeira à medida que o conflito se arrasta, é claro que tal objetivo é completamente impossível", acrescentou Griffin.

O apelo de Boris Johnson por uma resistência duradoura surgiu assim que a imprensa tradicional mudou de tom em relação à operação militar especial da Rússia, reconhecendo que Kiev tem sofrido enormes perdas e defendendo um cessar-fogo e um acordo de paz.
O plano de Johnson consiste em quatro pontos. Em primeiro lugar, o premiê britânico propôs a Ucrânia uma campanha de treinamento para os militares de Kiev. De acordo com seu gabinete, 10.000 soldados ucranianos poderiam ser treinados a cada quatro meses. Já no segundo ponto, o primeiro-ministro britânico apelou aos líderes ocidentais para fornecer à Ucrânia "financiamento constante e ajuda técnica", a fim de preservar "a viabilidade do Estado ucraniano". Em terceiro lugar, Johnson propôs o desenvolvimento de "rotas terrestres alternativas" para a Ucrânia. E por fim, enfatizou a necessidade de recursos adicionais para retirar alimentos como "milho e trigo amontoados em silos por toda a Ucrânia".
O plano de ajuda de Johnson levanta duas grandes questões: se o Reino Unido tem recursos suficientes para concretizar esta tarefa e se Londres poderia estar na liderança dos países europeus em uma tentativa de apoiar a resistência de Kiev.
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Enquanto isso, a economia do Reino Unido e dos Estados-membros da UE está passando por um aumento severo da inflação e do aumento dos preços da energia. O Banco da Inglaterra prevê que a inflação pode chegar a 11% no outono do Hemisfério Norte.
"Embora eu não duvide de sua sinceridade, eu não estou vendo como eles [países ocidentais] serão capazes de providenciar financiamento necessário a longo prazo para reconstruir a Ucrânia", afirmou John Devine, analista de assuntos internacionais do grupo de pesquisa Equipe Internacional para o Estudo de Segurança em Verona.
"E a crise [do aumento] do custo de vida é uma questão importante agora, e acabará se tornando prioridade para as nações ocidentais, em vez dos assuntos internacionais", enfatizou o analista.
"Mas há [coisas] muito piores por vir", advertiu, indagando ainda se "os governos ocidentais, os povos e milhões de 'convidados' estão prontos para tudo isso". "Absolutamente não, os russos devem estocar pipocas e estarem prontos para desfrutar o espetáculo!", concluiu.
A pressão sancionatória sobre Moscou já se transformou em problemas econômicos para os EUA e a Europa, causando grande aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares.
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