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Deputado da Polônia propõe oferecer armas nucleares à Ucrânia para ela 'defender sua independência'

© AFP 2022 / Aris MessinisBandeira da Ucrânia ondulando em Stoyanka, a oeste de Kiev, 4 de março de 2022
Bandeira da Ucrânia ondulando em Stoyanka, a oeste de Kiev, 4 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 12.06.2022
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Um político polonês sugeriu oferecer armas nucleares como "presente" à Ucrânia em meio à operação militar especial da Rússia, citando como justificativa o Memorando de Budapeste de 1994.
Radoslaw Sikorski, deputado polonês do Parlamento Europeu, sugeriu no sábado (11) dar ogivas nucleares a Kiev como "presente" para que ela possa defender sua soberania.
"Como se sabe, a Ucrânia cedeu seu potencial nuclear após a assinatura do Memorando de Budapeste, em 1994. Hoje os russos e alguns outros dizem que isso não eram garantias, mas todo o mundo entendia na época que a Ucrânia seria um país independente dentro das fronteiras estabelecidas desde a época soviética", afirmou Sikorski, que também foi ministro das Relações Exteriores e presidente do parlamento da Polônia.
"Mas, como a Rússia violou o Memorando de Budapeste, acho que nós, como Ocidente, teríamos o direito de presentear a Ucrânia com ogivas nucleares. Assim poderá defender sua independência", disse.
Ele também insinuou um eventual uso de armas nucleares pela Rússia para atacar a OTAN.
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"Não creio que [o presidente russo Vladimir] Putin se atreva a atacar o território da OTAN com armas nucleares. Além da retórica sobre este ponto, não vejo nenhuma preparação", disse o ex-chanceler polonês, mas sublinhou que Moscou tem milhares de ogivas nucleares táticas que são mantidas em "instalações especiais" e referiu que a UE está monitorando a situação "24 horas por dia".
"E se houvesse um movimento de ogivas nucleares para qualquer unidade, seja de aviação, artilharia ou mísseis, isso indicaria que a Rússia está se preparando para algo assim. Mas nada disso está acontecendo", notou Radoslaw Sikorski.
Já em 2021 Andrei Melnik ameaçou que a Ucrânia obteria armas nucleares se o país não fosse admitido à OTAN. Em meados de fevereiro de 2022, pouco antes do início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, Vladimir Zelensky mencionou a possibilidade de abandonar o Memorando de Budapeste para Kiev adquirir armas nucleares.
Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, reiterou em várias ocasiões a inadmissibilidade de uma guerra nuclear e apontou Zelensky como promotor desse cenário.
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