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Chefe da Roscosmos propõe renomear as Ilhas Curilas para homenagear Marinha da Rússia

© Sputnik / Andrei Shapran / Abrir o banco de imagensTanque IS-2 na ilha Shikotan, a maior das Curilas
Tanque IS-2 na ilha Shikotan, a maior das Curilas - Sputnik Brasil, 1920, 23.05.2022
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Dmitry Rogozin, chefe da agência espacial estatal russa Roscosmos, apresentou nesta segunda-feira (23) a iniciativa de renomear as ilhas do arquipélago das Curilas.
Para Rogozin, as ilhas, que são alvo de uma disputa diplomática com o Japão, devem ter nomes russos para homenagear os navios e as batalhas da Marinha russa durante a guerra entre Rússia e Japão, entre 1904 e 1905.
"Por que essas ilhas não têm nomes russos? Eu quero sugerir que uma das ilhas, não importa em que ordem, deixe os moradores decidirem, deve ser chamada Varyag [um cruzador protegido, tipo de cruzador que foi empregado no conflito] e a segunda deve ser chamada Korietz, em honra da canhoneira que também lutou heroicamente contra a frota japonesa", disse o chefe da Roscosmos.
Para ele, "a terceira ilha deve ter o nome de Vsevolod Rudnev [o capitão de Varyag, que afundou o navio e escapou com a tripulação sobrevivente em vez de se render aos japoneses na Batalha de Chemulpo Bay]".
Ilhas Curilas (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2022
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As ilhas Habomai poderiam ser renomeadas como o arquipélago dos heróis e marinheiros russos do Pacífico, observou Rogozin.
O chefe da Roscosmos acrescentou que as ilhas, como todo o oceano Pacífico, estão encharcadas do sangue da Marinha russa.
O fato delas ainda não terem nomes russos causa "algumas dúvidas" quanto ao fato de elas pertencerem à Rússia, disse Rogozin, observando que o enclave russo de Kaliningrado abandonou seu nome alemão Konigsberg após a Segunda Guerra Mundial.
Em março, a Rússia desistiu de uma negociação com o Japão sobre a assinatura de um tratado de paz pós-Segunda Guerra Mundial e iniciativas conjuntas nas Ilhas Curilas, sobre as quais Tóquio tem reivindicações de soberania.
Vista área da ilha Kunashiri, pertencente às Ilhas Curilas, pertencentes à Rússia (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2022
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que isso foi uma resposta aos "passos hostis" do Japão, que se juntou aos países ocidentais ao sancionar a Rússia por iniciar uma operação militar na Ucrânia.
Em 22 de abril, o governo japonês descreveu as Ilhas Curilas, conhecidas no Japão como Territórios do Norte, como área "ocupada ilegalmente pela Rússia", informou a agência Kyodo. As Curilas também foram descritas como parte inerente do Japão pela primeira vez desde 2011.

As Ilhas Curilas

O dia dos "Territórios do Norte" é comemorado no Japão todos os anos em 7 de fevereiro, no aniversário do Tratado de Shimoda, de 1855. O acordo previa a soberania do Japão sobre as ilhas Kunashir, Habomai, Shikotan e Iturup, no sul do arquipélago, com as restantes passando a ser administradas pela Rússia.
Em 1956, a União Soviética e o Japão assinaram uma declaração conjunta em que Moscou concordou ponderar a entrega das ilhas Habomai e Shikotan, sendo que as restantes não foram abordadas.
A União Soviética planejava que essa fosse a última palavra no conflito territorial, enquanto o Japão considerava o documento apenas parte da solução da questão.
No entanto negociações posteriores não conseguiram avançar na resolução do problema, não havendo até hoje um acordo de paz assinado entre Moscou e Tóquio.
Há suspeitas de que os EUA ameaçaram com a não devolução de Okinawa ao Japão (o que se concretizou em 1972) se Tóquio não exigisse as Ilhas Curilas do sul.
Moscou defende que o arquipélago passou a ser território da União Soviética após a Segunda Guerra Mundial, passando em seguida à Federação da Rússia.
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