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Turquia: na OTAN há forças interessadas em continuar situação na Ucrânia para 'enfraquecer Rússia'

© AFP 2022 / Anatolli StepanovUm militar ucraniano recarrega um lançador de granadas antitanque em posição nos arredores da República Popular de Donetsk (RPD), no início dos ataques à região de Donbass, em 16 de setembro de 2014
Um militar ucraniano recarrega um lançador de granadas antitanque em posição nos arredores da República Popular de Donetsk (RPD), no início dos ataques à região de Donbass, em 16 de setembro de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 21.04.2022
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A Turquia se opõe a ser "fiadora" da Ucrânia de forma semelhante ao Artigo 5º da Carta da OTAN, afirmou na quarta-feira (20) o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu.
Em entrevista à CNN Turk, Cavusoglu disse que, embora a Turquia não fosse "contra" se tornar uma fiadora para Kiev, todos os países-membros da Aliança Atlântica, incluindo a Turquia, disseram "não" ao pedido da Ucrânia para que a aplicação de Estado fiador seja regulamentada de forma semelhante ao Artigo 5º da OTAN.
Mais cedo, o chanceler turco disse que a Ucrânia buscava garantias de segurança semelhantes ao Artigo 5º da Carta da OTAN e que havia na aliança opiniões contrárias a tal movimentação. O referido artigo estipula que "um ataque contra um aliado é considerado um ataque contra todos os aliados".
"É preciso entender o processo em si: quais são essas garantias e quais serão os requisitos? É necessário que todos os países fiadores aceitem as condições adicionais de risco", explicou Cavusoglu.
Cavusoglu afirmou que a Turquia não tem interesse em enviar tropas para a Ucrânia, no entanto alegou que entre os países da OTAN havia forças que estavam interessadas em continuar com a situação ucraniana atual, a fim de "enfraquecer a Rússia".
"Eu não esperava que a situação durasse tanto tempo. Especialmente depois da reunião em Istambul. Mas na reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN, já descobri por si só que a situação vai durar", observou.
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Questionado se a Aliança Atlântica estava interessada em continuar a situação, Cavusoglu disse que "existem tais forças".
"Sim, claro, existem tais forças. Eles querem que a Rússia esteja ainda mais enfraquecida. Mas quem paga o preço por isso? Ucrânia", ressaltou.
Além disso, Cavusoglu acredita ser difícil falar sobre a data de uma possível reunião entre o presidente russo Vladimir Putin e presidente ucraniano Vladimir Zelensky na Turquia, mas Ancara espera que o encontro aconteça em breve.
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