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Rússia: Kiev está criando fakes de atrocidades russas para desviar atenção de seus próprios crimes

© Sputnik / Vitaly BelousovPrédio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em Moscou, Rússia, foto publicada em 2 de março de 2022
Prédio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em Moscou, Rússia, foto publicada em 2 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 13.04.2022
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Kiev está tentando influenciar a opinião pública do Ocidente inventando atrocidades cometidas por militares russos na Ucrânia, segundo a chancelaria da Rússia.
Kiev usa fakes com participação de militares russos para distrair a atenção de seus próprios crimes, disse na quarta-feira (13) em um briefing Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

"Para distrair atenção de seus próprios crimes, Kiev usa fakes, tentando mostrar tratamento cruel dado por militares russos à população civil", apontou ela.

Zakharova instou os países ocidentais a não ceder a "provocações" que o governo ucraniano está preparando.
"Agora Kiev está preparando novas encenações na localidade de Seredina-Buda, Nizhnyaya Syrovatka, na região de Sumy, onde antes estiveram militares russos. Instamos a não ceder a estas e outras provocações", advertiu a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo.
A representante da chancelaria russa declarou que, com a entrega de armas à Ucrânia, a União Europeia (UE) está "degradando", notando que o bloco gastou € 1,5 bilhão (€ 7,63 bilhões) com esse objetivo nos últimos meses.

"Isso demonstra mais uma vez que a UE deixou de ser uma união econômica e evolui rapidamente, diria que degrade no sentido de uma união político-militar", comentou, acrescentando que "aquilo que a OTAN e a UE estão fazendo agora é um crime".

Ao mesmo tempo, Maria Zakharova afirmou que nem o fornecimento de armas à Ucrânia, nem as ameaças, nem a desinformação, impedirão a Rússia de atingir os objetivos da operação militar especial na Ucrânia.
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Sobre as negociações, tanto o lado russo como o ucraniano estão agora tentando chegar a um acordo sobre a situação na Ucrânia por videoconferência.
Sobre as negociações, tanto o lado russo como ucraniano estão agora tentando chegar a um acordo sobre a situação na Ucrânia por videoconferência. Segundo Maria Zakharova, a delegação ucraniana "está aplicando esforços para prorrogar as discussões, e não para atingir acordos".

Ações antirrussas

Zakharova atacou igualmente uma série de ações antirrussas recentes cometidas por alguns países, incluindo a tomada de prédios diplomáticos russos na Polônia.
"As ações do lado polonês são uma violação flagrante do direito internacional, tanto dos acordos legais internacionais bilaterais, como da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961", denunciou ela o "roubo", declarando que "qualquer ação hostil de Varsóvia levará a uma resposta adequada e eficaz" da Rússia.
Também foi condenada a retirada do Batalhão Azov neonazista da lista de organizações terroristas do Japão.
"O lado japonês retirou o batalhão nacionalista ucraniano Azov do relatório nacional da situação na área do terrorismo internacional para o ano de 2021 [...] Tóquio oficial se mostrou abertamente como facilitador do neonazismo."
De acordo com Zakharova, o Japão, "branqueando nazistas [...] mina sua própria segurança".
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Ainda sobre a detenção de Viktor Medvedchuk, chefe do conselho político do partido Plataforma de Oposição – Pela Vida, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia considerou a ação semelhante aos sequestros e tentativas de obter resgate de jornalistas russos e estrangeiros no norte do Cáucaso, nos anos 1990.
"Consideramos tal tendência extremamente perigosa, tendo em conta que no país há imensos políticos e figuras públicas de oposição", comentou ela.

"Nós passamos por algo semelhante nos anos 90 no norte do Cáucaso, quando jornalistas, incluindo jornalistas estrangeiros e russos, figuras públicas e políticas, tanto da Rússia como de outros países, eram atraídos muito ativamente para o terreno do conflito, onde combatiam militantes e terroristas, e depois eles eram simplesmente sequestrados e eram exigidos resgates. Seus destinos eram variados", referiu Zakharova.

Assim, essa tática "lembra muito o que acontece agora na Ucrânia".
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