Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta quarta-feira, 6 de abril

© REUTERS / LEAH MILLISPresidente americano, Joe Biden, e o ex-líder do país, Barack Obama, após assinatura de documento sobre saúde pública na Casa Branca, Washington, 5 de abril de 2022
Presidente americano, Joe Biden, e o ex-líder do país, Barack Obama, após assinatura de documento sobre saúde pública na Casa Branca, Washington, 5 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
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Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (6), marcada pelo início da cooperação da AUKUS em desenvolvimento de armas hipersônicas, pela adicional assistência militar à Ucrânia anunciada por Joe Biden e pelas negociações em Bruxelas sobre resolução da disputa por Nagorno-Karabakh.

Presidente da Câmara defende privatização da Petrobras

Na tarde de terça-feira (5), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, falou sobre a possibilidade da privatização da Petrobras. Ao comentar a respeito da desistência de Adriano Pires, indicado para o comando da petroleira, o presidente da Câmara afirmou que a Petrobras, sendo uma empresa estatal, não produz riqueza e desenvolvimento, e "se não tem nenhum benefício para o Estado nem para o povo brasileiro", pode ser privatizada. Ele criticou ainda a compliance da empresa, que permitiria que qualquer pessoa do ramo atuasse como presidente da empresa e agisse "com sabedoria e firmeza na gestão desse processo". "O contexto, ali embaixo das corporações, controla quem não entende", constatou Lira, segundo cita o Correio Braziliense.
© Folhapress / Pedro LadeiraPresidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira

Bolsonaro defende arquivamento no STF do inquérito sobre prevaricação no caso Covaxin

O presidente Jair Bolsonaro solicitou que o Supremo Tribunal Federal arquivasse o inquérito contra ele no caso da compra do imunizante Covaxin, da Índia. O mandatário é suspeito de ter cometido crime de prevaricação durante negociações da vacina. A investigação foi aberta por pedido da CPI da Covid. Na terça-feira (5), a Advocacia-Geral da União endereçou o recurso respectivo à ministra Rosa Weber. Na semana passada, a ministra já tinha negado o pedido da Procuradoria-Geral da República para arquivar a denúncia, por falta de crime por parte de Bolsonaro. Conforme escreve a AGU no recurso, "se a PGR, ao final das investigações, entendeu pela inexistência de crime, em convergência com o entendimento da defesa, não há conflito e, nesta medida, não cabe ao magistrado substituir-se neste crivo".
© Folhapress / Pedro LadeiraMinistra do STF, Rosa Weber
Ministra do STF, Rosa Weber - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
Ministra do STF, Rosa Weber

Líderes da AUKUS vão cooperar para desenvolver armas hipersônicas e eletrônicas

Austrália, Reino Unido e EUA, no quadro da aliança AUKUS, concordaram em começar a cooperação trilateral no desenvolvimento de novas capacidades de guerra eletrônica e hipersônica, conforme disseram os líderes dos três países em comunicado conjunto. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, revisaram na terça-feira (5) o progresso no âmbito do pacto AUKUS. "Os parceiros da AUKUS vão trabalhar em conjunto para acelerar o desenvolvimento das capacidades hipersônicas e contra-hipersônicas avançadas", diz o trecho do documento divulgado ontem (5). Além do mais, os aliados vão cooperar no aperfeiçoamento de técnicas para operar em um ambiente de guerra eletrônica, especifica o texto. Os três países também estão em colaboração a respeito de veículos subaquáticos autônomos, ensaios iniciais e testes dessa capacidade estão previstos para 2023, segundo o comunicado.
© AP Photo / Andrew HarnikPrimeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, discutem iniciativa AUKUS em videoconferência na Casa Branca, Washington, 15 de setembro de 2021
Primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, discutem iniciativa AUKUS em videoconferência na Casa Branca, Washington, 15 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
Primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, discutem iniciativa AUKUS em videoconferência na Casa Branca, Washington, 15 de setembro de 2021

Biden autoriza fornecimento de mais US$ 100 milhões para ajuda militar à Ucrânia

O presidente Joe Biden autorizou que o Departamento de Estado dos EUA fornecesse mais US$ 100 milhões (R$ 465,2 milhões) para ajuda militar a Kiev, informa a Casa Branca. "Pela autoridade investida em mim como presidente pela Constituição e as leis dos Estados Unidos da América [...] eu delego ao secretário de Estado a autoridade [...] para dirigir um valor agregado de até US$ 100 milhões em artigos e serviços de defesa do Departamento de Defesa, e educação e treinamento militares, a fim de prestar assistência à Ucrânia e tomar decisões necessárias nos termos dessa seção para orientar essa utilização", diz o comunicado. Essa assistência adicional à segurança ucraniana incluirá sistemas antitanques Javelin, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, acrescentando que Washington continuará trabalhando em estreita colaboração com os seus parceiros ucranianos. Entretanto, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou que o fornecimento de armas à Ucrânia é um erro, pois aumenta a quantidade de mortes, sem afetar a finalidade da operação especial da Rússia no país.
© REUTERS / GLEB GARANICHSoldado do Exército ucraniano carrega sistema de mísseis Javelin na linha de frente, no norte de Kiev, Ucrânia, 13 de março de 2022
Soldado do Exército ucraniano carrega sistema de mísseis Javelin na linha de frente, no norte de Kiev, Ucrânia, 13 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
Soldado do Exército ucraniano carrega sistema de mísseis Javelin na linha de frente, no norte de Kiev, Ucrânia, 13 de março de 2022

Embaixadora dos EUA: Rússia não pode ser excluída do Conselho de Segurança da ONU

A Rússia não pode ser expulsa do Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse em entrevista ao MSNBC a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield. "O Conselho de Segurança foi criado como produto de criação da ONU após a Segunda Guerra Mundial. Eles [a Rússia] são membros do Conselho de Segurança. É um fato. Não podemos mudar esse fato", disse a diplomata. Na terça-feira (5), o presidente ucraniano Vladimir Zelensky, em discurso ao conselho, sugeriu que o órgão se dissolvesse ou excluísse a Rússia. A participação da Federação da Rússia na entidade como membro permanente é estabelecida no artigo 23 da Carta da ONU. De acordo com o documento, as emendas exigem a assinatura de todos os membros permanentes do Conselho de Segurança. A Rússia tem o direito de vetar tal proposta. Quanto a sanções antirrussas e seu impacto global, segundo disse em entrevista à Sputnik o deputado da Assembleia Nacional da Venezuela Julio Chávez, as sanções contra Moscou afetam o fornecimento de fertilizantes e produtos alimentares para a América Latina.
© REUTERS / ANDREW KELLYEmbaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Nova York, 5 de abril de 2022
Embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Nova York, 5 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
Embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Nova York, 5 de abril de 2022

Armênia e Azerbaijão realizam negociações em Bruxelas sobre conflito em Nagorno-Karabakh

O presidente azerbaijano, Ilham Aliev, e o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, realizarão hoje, quarta-feira (6), uma reunião tripartite por iniciativa do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em Bruxelas. Detalhes das próximas negociações ainda não foram divulgados, mas espera-se que as conversações se concentrem na evolução dos acontecimentos, que ocorreram desde a reunião trilateral anterior em 14 de dezembro, os recentes confrontos na região disputada de Nagorno-Karabakh e a consideração do início das negociações sobre um acordo de paz. Na semana passada, Pashinyan disse que Yerevan estava pronta para iniciar negociações e assinar um tratado de paz com Baku. O premiê armênio expressou a esperança de que, durante a próxima reunião com Michel e Aliev, as partes discutam todas as questões relacionadas ao início das negociações de paz. No começo de março, as partes trocaram propostas para normalização das relações bilaterais e transmitiram a agenda aos líderes do Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
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