Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Oficial russo na ONU rejeita uso de armas atômicas na Ucrânia: 'Não há vencedores em guerra nuclear'

© AP Photo / John MinchilloDmitry Polyansky, em fala no Conselho de Segurança da ONU em 23 de setembro de 2021.
Dmitry Polyansky, em fala no Conselho de Segurança da ONU em 23 de setembro de 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 04.04.2022
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Dmitry Polyansky, vice-representante permanente da Rússia na ONU, declarou que Rússia não está usando esse tipo de armamento na Ucrânia, e que isso sequer está sendo cogitado. "Não há vencedores em uma guerra nuclear", afirmou na noite desta segunda-feira (4), em Genebra, na Suíça.
Ele acrescentou que Moscou acredita que a infraestrutura atômica deve ser eliminada da Europa.

"Ao contrário das especulações feitas hoje (4), um eventual uso do potencial nuclear pela Rússia só seria possível em resposta ao uso de armas nucleares de destruição em massa e outros tipos de armas de destruição em massa contra a Rússia e/ou seus aliados, ou em caso de agressão contra nosso país com o uso de armas convencionais quando a própria existência do Estado estiver ameaçada”, disse Polyansky em uma reunião da Comissão de Desarmamento da ONU.

O diplomata rechaçou a hipótese ventilada de que a Rússia estaria usando armas nucleares na Ucrânia, dizendo que as alegações "não têm base racional".
"Esses critérios não podem de forma alguma ser aplicados ao cenário que está se desenrolando na Ucrânia. Além disso, a Rússia adere firmemente ao princípio de que não existem vencedores em uma guerra nuclear, e que ela não deve ser desencadeada", afirmou ele.
Primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, e seu vice, Jaroslaw Kaczynski, durante sua visita a Kiev, Ucrânia, 15 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.04.2022
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EUA, Austrália e Reino Unido promovem 'nova corrida armamentista'

A AUKUS, aliança militar entre Reino Unido, Austrália e Estados Unidos cria condições para o início de uma nova rodada da corrida armamentista, disse Polyansky na reunião da Comissão de Desarmamento da ONU nesta segunda-feira (4).
"A situação em torno do estabelecimento da parceria entre Austrália, Reino Unido e Estados Unidos, inclusive em termos de seu impacto negativo no regime de não-proliferação nuclear, causa preocupação. Acreditamos que esta aliança provoca tensão na esfera da segurança internacional, constitui pré-requisitos para o início de uma nova rodada da corrida armamentista, e não apenas na região Ásia-Pacífico", declarou.

Rússia pede que EUA abandonem planos de mísseis terrestres

Polyansky prognosticou que o futuro da moratória sobre a implantação de mísseis terrestres de alcance intermediário dependerá do arranjo e da composição das forças ocidentais, além do fornecimento de armas a Kiev por parte desta coalizão entre países da Europa e os Estados Unidos.
No que se refere à Rússia, no entanto, o diplomata garantiu que o acordo da moratória segue em vigor, mas apelou aos Estados Unidos que abandonem os planos de implantar mísseis terrestres de alcance intermediário e curto na Europa e na região da Ásia-Pacífico.

"Lembremos que o Pentágono continua a implementar decisões sobre a colocação de mísseis terrestres de alcance intermediário e curto na Europa e na região Ásia-Pacífico. Novamente, pedimos a Washington que mostre prudência e abandone esses planos", disse Polyanskiy.

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O diplomata também pediu que armas nucleares dos EUA obtidas por nações que não as produzem devem ser devolvidas ao país de origem.

Comitê norte-americano e suposto ataque nuclear

No final do mês passado, a administração de Joe Biden formou uma equipe de funcionários de segurança nacional para traçar cenários sobre a forma como os EUA responderão em caso de um ataque nuclear da Rússia durante a operação militar especial na Ucrânia, escreveu o jornal The New York Times (NYT).
De acordo com artigo publicado no dia 23 de março, que cita fontes familiarizadas com o assunto, uma chamada "Tiger Team" ou Equipe Tigre está estudando respostas ao hipotético ataque da Rússia a comboios com armas e assistência destinados à Ucrânia no território dos países da OTAN.
O comitê, que supostamente se reúne três vezes por semana a portas fechadas, também analisa como Washington deve responder em caso de propagação de ações militares para países vizinhos, incluindo a Moldávia e a Geórgia, e como preparar os países europeus para o fluxo de refugiados ucranianos.
No entanto, autoridades americanas acreditam que a probabilidade de uso de armas nucleares pela Rússia é pequena. O NYT aponta também que a Tiger Team está tentando determinar o limite para uso de força militar da OTAN na Ucrânia.
Segundo fontes do jornal, a equipe de funcionários foi estabelecida em um memorando assinado pelo assessor de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan em 28 de fevereiro, quatro dias após o início da operação militar especial russa.
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