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Macron e Scholz tentam reduzir intromissão dos EUA nos assuntos da UE ao irem à Rússia, diz analista

© AP Photo / Thibault CamusO presidente russo Vladimir Putin, à direita, observa o presidente francês Emmanuel Macron chegando para uma entrevista coletiva após suas conversas, segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022 em Moscou
O presidente russo Vladimir Putin, à direita, observa o presidente francês Emmanuel Macron chegando para uma entrevista coletiva após suas conversas, segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022 em Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 09.02.2022
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Na segunda-feira (7), Macron esteve em Moscou, na próxima semana, é a vez de Olaf Scholz. Na visão de analista ouvido pela Sputnik, a iniciativa dos líderes europeus visa um diálogo diplomático mais direto com o Kremlin e com menos interferência norte-americana.
Em meio à crise entre o Ocidente e a Rússia em relação à Ucrânia, líderes europeus parecem estar menos alinhados com os EUA e mais direcionados a uma diplomacia direta com Moscou.
Na segunda-feira (7), o presidente francês, Emmanuel Macron, encontrou com o líder russo, Vladimir Putin, na capital russa. Na semana que vem, mais precisamente no dia 15, será a vez do chanceler alemão, Olaf Scholz.
De acordo com analista político francês Karel Vereycken, os dois líderes europeus parecem querer tentar afastar os olhos de Washington dos assuntos da União Europeia.

"Macron e Scholz parecem querer juntar seus esforços. À sua maneira, entre Macron e Scholz, há a ideia de reduzir a interferência dos EUA nos assuntos da UE. Sem dúvida, isso faz parte da agenda. Ao contrário dos EUA e do Reino Unido, eles sabem muito bem que um [potencial] conflito ocorreria em seu próprio território e não em algum lugar distante ou em outro continente", afirmou Vereycken.

Enquanto Macron se encontrava com Putin no dia 7, Olaf Scholz estava em Washington com o presidente Joe Biden. Na conversa, o presidente norte-americano novamente ameaçou Moscou com novas sanções e disse que vetaria o gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) caso a Rússia invadisse a Ucrânia. Ação que o Kremlin já negou diversas que tem a intenção de concretizar.
Apesar de demonstrar solidariedade ao discurso de Biden, o chanceler alemão não mencionou abandonar o projeto ou cortar os laços com a Rússia.
© AP Photo / Alex BrandonO presidente Joe Biden fala durante uma entrevista coletiva conjunta com o chanceler alemão Olaf Scholz na Sala Leste da Casa Branca, 7 de fevereiro de 2022
O presidente Joe Biden fala durante uma entrevista coletiva conjunta com o chanceler alemão Olaf Scholz na Sala Leste da Casa Branca, 7 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.02.2022
O presidente Joe Biden fala durante uma entrevista coletiva conjunta com o chanceler alemão Olaf Scholz na Sala Leste da Casa Branca, 7 de fevereiro de 2022
Já Macron, é conhecido por defender a ideia de uma autonomia estratégica para Europa, se tornando mais independente das coordenadas norte-americanas. Em 2019, o presidente francês criticou fortemente a OTAN em uma entrevista ao The Economist, dizendo que "o que estamos vivendo atualmente é a morte cerebral da OTAN".
Macron também foi o primeiro líder europeu a levantar a voz em meio às tensões entre EUA-Rússia e pediu aos Estados-membros da UE que elaborassem propostas para um novo acordo de segurança com Moscou.
"Pela primeira vez, um presidente ocidental reconhece que as preocupações de segurança dos russos são reais", disse Jean de Gliniasty, ex-embaixador francês em Moscou, à emissora francesa BFM TV.
Ainda segundo Vereycken, o esforço Scholz-Macron para diminuir o clima tensionado é, de alguma forma, comparável à oposição do chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e do presidente francês, Jacques Chirac, à Guerra do Iraque iniciada por Washington em 2003.
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