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Argentina fecha acordo com FMI para pagamento de dívida bilionária

© AFP 2022 / ESTEBAN COLLAZOFoto divulgada pela Presidência argentina do presidente argentino Alberto Fernandez durante coletiva de imprensa sobre acordo alcançado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em Olivos, Buenos Aires, em 28 de janeiro de 2022
Foto divulgada pela Presidência argentina do presidente argentino Alberto Fernandez durante coletiva de imprensa sobre acordo alcançado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em Olivos, Buenos Aires, em 28 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2022
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Na manhã desta sexta-feira (28), o presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou que o país chegou a um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Com grande parcela adquirida na gestão Macri, a dívida hoje está na casa dos US$ 44 bilhões (cerca de R$ 236,7 bilhões) e, para alguns críticos, como a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, os pagamentos podem custar muito à economia do país.
"Quero anunciar que chegamos a um acordo com o FMI", afirmou o presidente, em pronunciamento na residência de Olivos. O país deve cumprir o pagamento da parcela da dívida que vence hoje (28), de US$ 731 milhões (cerca de R$ 3,9 bilhões), mas o valor da parcela de março, ainda está em negociação.
Fernández afirmou que o acordo "não restringe, nem limita ou condiciona os direitos de nossos aposentados de que recuperemos a nossa economia impactada pela pandemia. Também não nos obriga a uma reforma trabalhista. Promove nosso investimento nas obras públicas e não nos impõe chegar a um déficit zero".
O mandatário afirmou ainda que os gastos sociais e pedidos de financiamento não estão em risco, mas reconheceu que a dívida, na sua totalidade, "é impagável sem arriscar nosso presente e nosso futuro".
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Nos últimos meses, o ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, esteve à frente das negociações com a cúpula do FMI. A proposta estabelecida agora vai ser encaminhada ao Congresso argentino para que seja aprovado. Em seguida, deve ser revista pelo fundo.
O programa acordado com o FMI vai durar dois anos e meio, e a cada três meses, terá de revisar suas metas. Neste período, se prevê novos envios em modo "stand by" (de espera) para que o país "crie as condições, em investimentos e na revitalização da economia, para pagar a dívida total", afirmou o ministro Guzmán.
Através de uma redução gradual do déficit fiscal, o objetivo da equipe econômica é chegar aos 0,9% em 2024. Em 2022, a meta é chegar a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto). A Argentina também se comprometeu em reduzir a emissão monetária, um recurso amplamente utilizado durante os primeiros meses da pandemia, para aliviar o impacto na economia.
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