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Estudo explica como os satélites da SpaceX podem prejudicar a segurança da Terra

CC BY 2.0 / Flickr.com / Centro de Voo Espacial Goddard / Satélite dos EUA sobrevoando a Terra (imagem de arquivo)
Satélite dos EUA sobrevoando a Terra (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2022
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Quase uma em cada cinco fotos astronômicas contém faixas brilhantes causadas por satélites de órbita baixa, afirma estudo.
Após a China alegar que evitou um incidente espacial com um satélite desgovernado da SpaceX, o que foi endossado em declarações recentes da ONU, um estudo de astrônomos alertou para os perigos do aumento de satélites comerciais.
Segundo os cientistas, empresas como a SpaceX estão poluindo a órbita baixa e afetando a qualidade das fotografias astronômicas. Além de prejudicar pesquisas e a ciência, o incidente pode deixar a Terra mais vulnerável contra asteroides mortais.
O artigo, que foi publicado no Astrophysical Journal Letters, afirmou que milhares de satélites de programas como o "Starlink", da SpaceX, estão causando um número alarmante de fotografias astronômicas crepusculares cobertas de listras brilhantes.
Enquanto menos de 0,5% das imagens do crepúsculo apresentava essas faixas em 2019, o número aumentou para 18% em agosto de 2021, o que significa que quase uma em cada cinco fotografias do crepúsculo são cobertas pelas linhas de satélite.
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Os pesquisadores afirmam que as trilhas de satélite "afetam desproporcionalmente as observações do crepúsculo e de alta massa de ar", que são usadas para rastrear asteroides e cometas próximos da Terra.
De forma alarmante, o aumento acentuado nas trilhas pode em breve resultar em pesquisadores perdendo alguns asteroides e cometas.
A percepção dos cientistas é que, embora os números atuais não sejam altos o suficiente para afetar significativamente a pesquisa, a situação pode estar mudando rapidamente.
© Foto / Domínio público / Força Aérea dos EUA / Sargento Jim AraosLançamento de satélite Iridium em foguete Falcon 9 da SpaceX no Complexo de Lançamento Espacial 4, Califórnia, EUA, 22 de dezembro de 2017
Lançamento de satélite Iridium em foguete Falcon 9 da SpaceX no Complexo de Lançamento Espacial 4, Califórnia, EUA, 22 de dezembro de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2022
Lançamento de satélite Iridium em foguete Falcon 9 da SpaceX no Complexo de Lançamento Espacial 4, Califórnia, EUA, 22 de dezembro de 2017
No domingo (16), o CEO da SpaceX, Elon Musk, se gabou de que 1.469 satélites Starlink estavam atualmente ativos em órbita baixa.
Milhares de outros satélites também estão orbitando a Terra. Um relatório de setembro afirma que o número está em quase 8.000.
No total, a SpaceX recebeu aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) para operar 12.000 satélites, e apresentou 30.000 satélites Starlink adicionais.
Se esses planos forem totalmente colocados em ação, estima-se que até 100.000 satélites possam ser lançados na próxima década.
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