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Congressista dos EUA acusa Amazon e Facebook de lucrarem com desinformação antivacinas

© AP Photo / Bruna PradoFuncionária de saúde prepara seringa com vacina da AstraZeneca durante campanha de vacinação no Complexo da Maré, Rio de Janeiro, 29 de julho de 2021
Funcionária de saúde prepara seringa com vacina da AstraZeneca durante campanha de vacinação no Complexo da Maré, Rio de Janeiro, 29 de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 10.09.2021
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O congressista democrata norte-americano Adam Schiff exortou as grandes redes Amazon e Facebook a reforçarem a luta contra a desinformação relacionada com a vacinação da COVID-19.
Em cartas enviadas para as empresas Amazon a Facebook nesta quinta-feira (9), o democrata as acusou de "lucrarem diretamente com o sensacionalismo da desinformação antivacinas", atribuindo-o ao algoritmo e ao sistema de recomendações.
Tais sistemas divulgam conteúdo que afirma que as vacinas são ineficazes, contêm microchips e podem resultar em infertilidade entre as mulheres, segundo o congressista.
"Investigações recentes mostraram que o público antivacinas cresceu para 37,8 milhões de seguidores no Facebook e Instagram", escreveu Schiff, citando um relatório do Centro de Combate ao Ódio Digital (EUA).
A polêmica em torno da desinformação nas redes sociais e a forma como ela tem sido moderada se intensificou desde as últimas eleições presidenciais americanas, após as quais o anterior presidente dos EUA foi bloqueado nas principais plataformas.
Trump e muitos republicanos alegam que as redes sociais estão limitando a liberdade de expressão quando eliminam publicações relacionadas a reivindicações sem fundamento de fraude eleitoral.
Por sua vez, o presidente Biden e outros funcionários e legisladores norte-americanos reclamam, entre outras coisas, que as plataformas não tomam medidas suficientes para lutar contra as teorias de conspiração, incluindo a campanha antivacinas.
Pouco depois da chegada da nova administração dos EUA, representantes das principais plataformas de mídia social, incluindo Google, Facebook e Twitter, testemunharam em uma audiência no Congresso sobre desinformação, respondendo às acusações relacionadas à atividade descontrolada e à desinformação.
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