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Carlos Bolsonaro sobre quebra de sigilo: 'Na falta de fatos novos, requentam os velhos'

© Folhapress / Photo PressVereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) durante inauguração de escola cívico-militar no Rio de Janeiro
Vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) durante inauguração de escola cívico-militar no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil, 1920, 01.09.2021
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Vereador é investigado pelo MP por contratar funcionários fantasmas ligados à sua família e pela prática de "rachadinha" em seu gabinete. Ontem (31), a Justiça determinou quebra de sigilo para apurar o caso.
Nesta quarta-feira (1º), após a Justiça determinar na terça-feira (31) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), o filho do presidente se manifestou sobre a decisão pelas redes sociais.
Segundo o vereador, "na falta de fatos novos, requentam os velhos".
​A quebra de sigilo ocorre pelo inquérito instalado pelo Ministério Público (MP) que apura a contratação de supostos funcionários fantasmas e da prática de "rachadinha" no gabinete do vereador.
O inquérito tramita, em sigilo, na 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, segundo o jornal O Globo.
Ainda de acordo com a mídia, em um levantamento feito pelo jornal, Carlos Bolsonaro teria empregado 17 pessoas, que tinham laços familiares com outros funcionários, em seu gabinete na Câmara do Rio, desde 2001.
Dentro dos principais cargos oferecidos a familiares, está a nomeação de Ana Cristina Valle, ex-mulher de seu pai e presidente da República, Jair Bolsonaro, como assessora-chefe de seu gabinete, o principal cargo exercido no local. No gabinete, Valle trabalhou até se separar de Bolsonaro, em 2008.
A ex-mulher do presidente, teria trazido consigo outros sete parentes. O jornal constatou, porém, que alguns deles jamais moraram no Rio ou foram ao Palácio Pedro Ernesto, local de trabalho dos vereadores cariocas.
Um exemplo dos que não vivem na cidade, está a cunhada de Ana Cristina Valle, Marta Valle, que passou sete anos e quatro meses registrada como funcionária de Carlos Bolsonaro, mesmo morando em Juiz de Fora, a 185 quilômetros do Rio, segundo a mídia.
Entretanto, Marta nega que tenha trabalhado para o vereador. "Não trabalhei em nenhum gabinete, não. Minha família lá que trabalhou, mas eu não", disse Marta citada pela mídia.
Outras 26 pessoas e sete empresas também tiveram os sigilos quebrados para investigação do inquérito do MP, de acordo com o jornal.
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