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Casa Branca: EUA e Turquia não encontram solução sobre compra de sistemas de mísseis russos

© AP Photo / Olivier MatthysPresidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, cumprimenta o presidente dos EUA, Joe Biden, na sessão plenária da cúpula da OTAN em Bruxelas, 14 de junho de 2021
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, cumprimenta o presidente dos EUA, Joe Biden, na sessão plenária da cúpula da OTAN em Bruxelas, 14 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2021
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Erdogan disse que tornou Biden ciente da posição da Turquia sobre sistemas de mísseis S-400 que permanece inalterada. Ele acrescentou, porém, que há o compromisso de continuar diálogo sobre o assunto.

O presidente dos EUA, Joe Biden, e seu homólogo turco Recep Tayyip Erdogan não conseguiram encontrar uma solução para a disputa a respeito da compra de sistemas russos de mísseis S-400 por Ancara, disse o assessor de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan. No início desta quinta-feira (16), Erdogan anunciou que deixou claro para Biden a posição inalterada de Ancara sobre o assunto.

"Eu disse a Biden: não esperem que a Turquia dê novos passos em relação ao F-35 ou ao S-400. Porque já fizemos nossa parte no F-35. Pedimos a vocês o sistema de defesa aérea Patriot, mas você não nos deu. Pelo contrário, você até tirou aqueles que estavam estacionados em nossas bases. O que poderíamos fazer? Resolvemos esse problema por conta própria", falou Erdogan aos repórteres da Sputnik.

Os EUA passaram anos pressionando seu aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a não comprar o sistema de mísseis de fabricação russa, alegando que ele representa uma ameaça à aliança e é incompatível com o equipamento da OTAN.

A intransigência de Ancara levou Washington a expulsar a Turquia do programa de caças F-35 e a sancionar uma entidade que coordena o setor de defesa da Turquia.

A Turquia e a Rússia fecharam um acordo de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12,5 bilhões) no final de 2017 com a entrega de quatro baterias móveis de defesa aérea do tipo S-400 e antimísseis. As entregas do sistema começaram em 2019. Desde então, a Turquia indicou que gostaria de comprar mais S-400.

© Sputnik / Dmitry Vinogradov / Abrir o banco de imagensSistemas de mísseis russos S-400 na base aérea de Hmeymim, na Síria
Casa Branca: EUA e Turquia não encontram solução sobre compra de sistemas de mísseis russos  - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2021
Sistemas de mísseis russos S-400 na base aérea de Hmeymim, na Síria

O presidente turco confirmou que o presidente Biden gostaria de fazer uma visita à Turquia e observou que em meio à retirada iminente dos EUA e da OTAN do Afeganistão, Ancara está preparada para assumir "muito mais responsabilidades lá".

Ele acrescentou que a Turquia planeja discutir mais detalhadamente o assunto da cooperação da indústria de defesa com seu aliado norte-americano.

"No futuro processo de negociação, estarão envolvidos os chefes do Itamaraty, do Ministério da Defesa e da Indústria de Defesa", indicou Erdogan.

A Turquia expandiu ativamente suas atividades diplomáticas na região após o colapso soviético e forneceu ao Azerbaijão alguns dos drones avançados que usou na guerra recente com milícias armênias na região contestada de Karabakh.

Biden disse que se sentiu "muito bem" com a reunião com Erdogan, chamando-a de "positiva e produtiva" e expressando confiança em fazer "progresso real" na melhoria das relações. Erdogan chamou as negociações de "produtivas e sinceras" e disse que "não havia problemas" na parceria entre os EUA e a Turquia que seroa "insolúvel".

O governo Biden fez da melhoria das relações com a Turquia uma prioridade na tentativa de evitar que esta se alinhe mais com a Rússia e a China. No entanto, a decisão histórica dos EUA em abril de reconhecer o "genocídio armênio" - um termo que a Turquia se recusa a usar para descrever os eventos de 1915-1917 contra a população armênia do Império Otomano elevou as tensões a novos níveis no país.

No final de abril, a mídia afiliada às Forças Armadas turcas acusou os EUA de realizar uma série de genocídios em massa que mataram quase 84 milhões de pessoas ao redor do mundo.

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