Duterte só partirá para confronto se China extrair petróleo em águas disputadas, informa mídia

© AFP 2022 / NOEL CELISRodrigo Duterte, presidente das Filipinas
Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas  - Sputnik Brasil, 1920, 20.04.2021
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Filipinas têm enfrentado escalada de tensões com China por desavenças em águas disputadas, mas sublinharam não querer arriscar "hostilidades indesejadas".

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, acredita que desafiar Pequim no mar do Sul da China apenas ocasionaria violência, e que confronto poderia acontecer somente se o gigante asiático extrair petróleo em águas disputadas, reporta a agência Bloomberg.

Na segunda-feira (19), em uma breve coletiva de imprensa emitida em emissora nacional filipina, Duterte afirmou que apenas enviaria embarcações da Marinha filipina para águas contestadas se o gigante asiático fosse em busca de petróleo nas mesmas. "Se eles [chineses] pegarem petróleo, então seria a hora de agirmos", declarou o presidente filipino, acrescentando que "se formos assegurar nossa jurisdição, será [um conflito] sangrento", citado pela mídia.

No entanto, Rodrigo Duterte afirmou que não estaria "muito interessado" nos recursos marinhos do mar do Sul da China. Nesse aspecto, comentou que daria à China "cinco embarcações da Guarda Costeira, e assim eles [chineses] poderiam persegui-las. Podem jogar uns contra os outros e ver quem é o mais rápido", citado pela Bloomberg.

A escalada de tensões entre Manila e Pequim tem se estendido desde o estacionamento de mais de 200 embarcações chinesas em território marítimo disputado entre as duas nações. A China, por sua vez, defende seu direito de usar as águas em causa, reforçando que apenas estacionou suas embarcações na zona devido ao mau tempo.

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