08:42 17 Abril 2021
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    Taiwan e EUA assinaram seu primeiro acordo sob a administração Biden ao criar um grupo de trabalho da Guarda Costeira para coordenar ações, após a China ter aprovado uma lei que permite a sua guarda costeira disparar contra navios estrangeiros.

    O governo dos EUA reassegurou Taiwan de que o seu compromisso com a ilha é inabalável, escreve Reuters.

    Hsiao Bi-khim, representante taiwanesa nos EUA, assinou nesta quinta-feira (25) o acordo em Washington, informa seu gabinete em uma declaração.

    "Esperamos que, com o novo Grupo de Trabalho da Guarda Costeira, ambas as partes forjarão uma parceria mais forte e contribuirão ainda mais em conjunto para uma região do Indo-Pacífico livre e aberta", lê-se na declaração.

    Sung Kim, o secretário de Estado adjunto em exercício do Escritório de Assuntos do Leste Asiático e Pacífico do Departamento de Estado dos EUA participou da assinatura do acordo.

    Taiwan está modernizando a sua Guarda Costeira com novos navios, os quais podem ser transformados em vasos de guerra em caso de um conflito armado.

    Soldados filipinos apontam em um navio chinês da Guarda Costeira perto das Ilhas Spratly, no mar do Sul da China
    © REUTERS / Erik De Castro
    Soldados filipinos apontam em um navio chinês da Guarda Costeira perto das Ilhas Spratly, no mar do Sul da China

    Embora os EUA, tal como a maioria dos países, não tenha laços diplomáticos formais com Taiwan, o país continua sendo o principal apoiador na arena internacional e fornecedor de armas para a ilha autogovernada.

    No final de janeiro, a China adotou uma lei que autoriza os navios da sua Guarda Costeira a realizarem ataques preventivos contra navios estrangeiros em águas que a China considera suas.

    Além disso, a medida também permite que, nas águas reivindicadas por Pequim, a Guarda Costeira chinesa entre em embarcações estrangeiras para inspecioná-las.

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    Tags:
    EUA, tensão política, cooperação militar, Taiwan, China, Guarda Costeira
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