Filipinas apresentam novos protestos diplomáticos por barcos chineses em águas disputadas

© AFP 2022 / Noel CelisExercícios navais dos EUA e das Filipinas nas águas do Mar do Sul da China, em junho de 2014
Exercícios navais dos EUA e das Filipinas nas águas do Mar do Sul da China, em junho de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2021
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Filipinas enviaram na quarta-feira (14) novos protestos diplomáticos à China após terem acusado o país vizinho de realizar pesca ilegal e reunir mais de 240 barcos nas águas territoriais filipinas, reporta a agência Reuters.

Segundo a Reuters, o Departamento das Relações Exteriores das Filipinas anunciou que dois protestos foram enviados, dias após Manila convocar o embaixador chinês Huang Xilian a fim de pressionar a retirada de seus navios no disputado recife de Whitsun no mar do Sul da China e outras zonas marítimas das Filipinas.

No mês passado, as Filipinas descreveram a presença de mais de 200 barcos, alegadamente tripulados por milícias, dentro de sua zona econômica exclusiva de 200 milhas como "ameaçadora", enquanto os Estados Unidos, Japão e outros países manifestaram sua preocupação com as intenções da China, o que provocou repreensões por parte de Pequim.

O chanceler filipino tweetou, por sua vez, que os chineses "estão pescando tudo na água que nos pertence por lei".

Bem, boas notícias de curta duração. A notícia realmente ruim não é que eles estão fervilhando como um prelúdio para a posse legal – legalmente impossível; eles realmente estão pescando – tudo na água que nos pertence por lei: peixes, mariscos, e em quantidades tão grandes que acabam com a sustentabilidade.

Boa notícia. Rara nestes dias, eu sei.

Na segunda-feira (12), uma força-tarefa do governo filipino disse que as embarcações, de cerca de 60 metros de comprimento, podem pescar uma tonelada de peixe por dia. O órgão informou que havia 240 barcos em várias áreas das águas das Filipinas no domingo (11), incluindo nove no recife de Whitsun.

De acordo com o comunicado emitido pela força-tarefa, citado pela agência, sua presença "coloca uma ameaça à segurança da navegação, à segurança da vida no mar e viola o direito exclusivo dos filipinos de se beneficiarem da riqueza marinha na zona econômica exclusiva".

A embaixada da China em Manila e o Ministério das Relações Exteriores em Pequim ainda não responderam aos pedidos para comentarem a situação.

Os diplomatas chineses anunciaram anteriormente que o recife de Whitsun era parte de seus territórios tradicionais de pesca e que as embarcações se abrigaram do mar agitado e não tinham milícias a bordo.

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