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Depois de Araújo e Azevedo, José Levi pede demissão da AGU e também deixa governo

© Foto / Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da AGU José Levi e o ministro-chefe da Casa Civil Walter Souza Braga Netto, no dia 26 de novembro de 2020, em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da AGU José Levi e o ministro-chefe da Casa Civil Walter Souza Braga Netto, no dia 26 de novembro de 2020, em Brasília - Sputnik Brasil, 1920, 29.03.2021
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O ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), José Levi, entregou ao presidente Jair Bolsonaro uma carta de demissão nesta segunda-feira (29).

Depois de Ernesto Araújo (Ministério das Relações Exteriores) e de Fernando Azevedo e Silva (Ministério da Defesa), Levi é o terceiro a perder o cargo nas mudanças que Jair Bolsonaro está promovendo no governo nesta segunda-feira (29).

"Com o meu mais elevado agradecimento pela oportunidade de chefiar a Advocacia-Geral da União, submeto à elevada consideração de Vossa Excelência o meu pedido de exoneração do cargo de Advogado-Geral da União", diz a carta de exoneração de Levi, publicada pelo site Poder360.

Um dos motivos para a saída de Levi foi a recusa em apoiar Jair Bolsonaro na ação direta de inconstitucionalidade que o presidente propôs ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra três estados que haviam implementado toque de recolher.

Além disso, Levi estaria se queixando das posições do governo no combate à pandemia e na forma de lidar com a crise politica.

André Mendonça foi visto no Palácio do Planalto, em reunião com Bolsonaro, horas depois da demissão de Levi. De acordo com a Época, Mendonça, que é o atual ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, deve ocupar o lugar de Levi.

© Foto / Marcos Correa / Presidência da RepúblicaO presidente Jair Bolsonaro trocou o comando de seis ministérios na segunda-feira dia 29 de março de 2021
Depois de Araújo e Azevedo, José Levi pede demissão da AGU e também deixa governo - Sputnik Brasil, 1920, 29.03.2021
O presidente Jair Bolsonaro trocou o comando de seis ministérios na segunda-feira dia 29 de março de 2021

Outras saídas

Mais cedo nesta segunda-feira (29), o chanceler Ernesto Araújo pediu demissão e deixou o Ministério das Relações Exteriores. O pedido de Araújo foi feito após uma grande pressão no Congresso Nacional pela troca do chanceler brasileiro, inclusive dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Ainda não se sabe quem ocupará a pasta.

Logo depois, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, foi o segundo ministro a deixar o cargo nesta segunda-feira (29). Em nota oficial, Azevedo e Silva agradeceu ao presidente da República e disse sair na "certeza da missão cumprida" durante o exercício do cargo. O motivo para a saída do ministro e o novo nome a ocupar a pasta da Defesa ainda não foram revelados. 

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