Ofensiva de jihadistas deixa dezenas de mortos em Moçambique

© AP Photo / Tsvangirayi MukwazhiAvião do Programa Mundial de Alimentos decola do aeroporto internacional de Beira, Moçambique, 13 de março de 2019
Avião do Programa Mundial de Alimentos decola do aeroporto internacional de Beira, Moçambique, 13 de março de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 28.03.2021
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Dezenas de pessoas foram mortas em ataques coordenados na cidade de Palma, em Moçambique, conforme informou o governo moçambicano neste domingo (28).
"Na última quarta-feira [24], um grupo de terroristas entrou em Palma e lançou ações que resultaram no assassinato covarde de dezenas de pessoas indefesas", afirmou em coletiva de imprensa o ministro da Defesa, Omar Saranga, citado pela AFP.

O número de vítimas dos confrontos ainda é incerto, mas sabe-se que há cidadãos estrangeiros entre elas. Há confirmação da morte de um cidadão sul-africano, segundo a agência.

No último sábado (27), jihadistas tomaram o controle de boa parte do território da cidade, localizada no nordeste do país, na província de Cabo Delgado, após um cerco de três dias que forçou a evacuação de milhares de pessoas para a capital da região, Pemba.

Cerca de 300 militantes, de acordo com o Estadão, teriam invadido a cidade, colocando em risco um projeto de gás natural liquefeito da empresa francesa Total, avaliado em dezenas de bilhões de dólares, junto com outras companhias. 

​Além dos mortos, há relatos de dezenas de feridos e desaparecidos. Grupos de defesa dos direitos humanos relataram que os terroristas estariam atirando indiscriminadamente em civis nas ruas e também em suas casas.

Há expectativas de que novos grupos de refugiados cheguem a Pemba nesta segunda-feira (29). Autoridades do aeroporto da cidade disseram, segundo a AFP, que voos de ajuda humanitária foram suspensos para liberar o espaço para operações militares.

O ataque a Palma é o mais próximo até agora do projeto de gás ao longo de mais de três anos de insurgência islâmica no norte de Moçambique. Desde o final de 2017, extremistas têm invadido vilas e cidades da região, forçando cerca 700.000 pessoas a abandonar suas casas.

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