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Insurreição no Capitólio 2.0? Forças de segurança de Israel estudam como evitar cenário no Knesset

© REUTERS / Motti MillrodFILE PHOTO: Israel Prime Minister Benjamin Netanyahu and Health Minister Yuli Edelstein attend the arrival of a plane with a shipment of Pfizer-BioNTech coronavirus disease (COVID-19) vaccines, at Ben Gurion airport, near the city of Lod, Israel, January 10, 2021.
FILE PHOTO: Israel Prime Minister Benjamin Netanyahu and Health Minister Yuli Edelstein attend the arrival of a plane with a shipment of Pfizer-BioNTech coronavirus disease (COVID-19) vaccines, at Ben Gurion airport, near the city of Lod, Israel, January 10, 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2021
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O Knesset, parlamento unicameral israelense, poderia estar sujeito a um motim que conteste os resultados das eleições do país, advertem agências de segurança nacionais.

O Knesset, parlamento de Israel, poderia ser invadido após as eleições legislativas do país de uma forma semelhante ao Capitólio de Washington, EUA, que foi penetrado em 6 de janeiro de 2021, alertam agências de segurança israelenses, citadas pelo Canal 13.

A polícia estaria planejando na terça-feira (23) utilizar uma sala especial no Knesset, onde a agência de segurança Shin Bet e o Ministério Público israelense deverão monitorar atividades potencialmente violentas ou inflamatórias.

Embora prevejam outros cenários preocupantes, a Guarda do Knesset e outras agências de segurança estimam que o parlamento unicameral, localizado em Jerusalém Ocidental, possa ser invadido por pessoas insatisfeitas com os resultados das eleições.

As eleições legislativas de Israel ocorrerão na terça-feira (23), durante as quais será decidido se Benjamin Netanyahu, atual premiê e membro do partido Likud, conseguirá um sexto mandato desde 2009. Estas serão as quartas eleições legislativas no país nos últimos dois anos, onde se prevê que Netanyahu ganhe, em meio a uma política de sucesso de vacinação rápida contra a COVID-19.

No entanto, o chefe do Executivo de Israel tem também enfrentado acusações de corrupção e repressão à democracia, inclusive contra israelenses contrários aos lockdowns no país. No sábado (20), o Knesset foi palco de um comício de 20.000 a 50.000 pessoas, que exigiu sua demissão imediata.

Precedente citado

Em 6 de janeiro de 2021, cerca de dois meses após a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos EUA, uma multidão de apoiadores do ainda presidente Donald Trump ocupou as imediações do Capitólio, em Washington, e acabou invadindo o edifício, inclusive marcando presença na sala do Congresso, que foi evacuado justamente no dia de certificação dos resultados das eleições a favor do presidente eleito democrata.

Houve danos à propriedade, e cinco pessoas, entre os quais quatro eram participantes do motim, morreram. Além disso, participantes estão sendo processados por violação da lei desde então. Como resultado, milhares de efetivos da Guarda Nacional norte-americana foram destacados para as imediações do Capitólio para manter a ordem durante a posse de Biden em 20 de janeiro, e lá permanecem desde então.

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