Gravidade de infecção pela COVID-19 é diferente entre brancos, negros e asiáticos, diz estudo

© REUTERS / Ann WangMultidão reunida durante celebrações do Ano Novo em Taipei, Taiwan, 31 de dezembro de 2020
Multidão reunida durante celebrações do Ano Novo em Taipei, Taiwan, 31 de dezembro de 2020 - Sputnik Brasil
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Pesquisadores por todo o mundo continuam estudando a infinidade de fatores que estão por trás dos diferentes resultados da infecção pela COVID-19 entre as diversas populações.

Os pacientes com COVID-19 de descendência asiática e africana têm sofrido taxas de morte prematura desproporcionais devido à infecção, concluiu um estudo realizado pela Universidade de Londres Queen Mary, Reino Unido.

A equipe de cientistas examinou 1.737 pacientes de forma a analisar os efeitos do SARS-CoV-2 nas populações negras, asiáticas e de minorias étnicas. Os resultados do estudo foram publicados na revista BMJ Open.

Os pesquisadores analisaram dados de todos os pacientes de pelo menos 16 anos infectados com o novo coronavírus, admitidos em cinco hospitais do Serviço Nacional de Saúde britânico entre 1 de janeiro e 13 de maio de 2020. 538 pacientes (31%) eram de origem asiática, 340 (20%) negros, e 707 (40%) brancos, segundo o estudo publicado na revista BMJ Open.

O estudo mostrou que 511 haviam morrido até o 30º dia (29%), e que, apesar de ser conhecido que os idosos morrem mais da doença, os pacientes de minorias étnicas, mais jovens e menos frágeis que os brancos estudados, mostraram maior suscetibilidade à doença.

Os pacientes asiáticos e negros tiveram uma probabilidade 54% e 80% maior, respectivamente, de serem internados em UTI, e de receberem ventilação invasiva, em comparação com os pacientes brancos.

Por sua vez, os pacientes de origem asiática e africana tiveram 49% e 30% maior probabilidade, respectivamente, de morrer da COVID-19, do que os pacientes brancos.

"Nosso estudo mostra o impacto desproporcional da COVID-19 nos grupos negros e asiáticos no primeiro pico [da pandemia em 2020]", disse a dra. Yize Wan, professora da Universidade de Londres Queen Mary.

A importância de responder às disparidades étnicas no impacto da COVID-19 foi sublinhada pela equipe como mais uma questão crítica ao lidar com a pandemia.

"São fundamentais autênticas pesquisas participativas baseadas na comunidade para compreender os motores destas diferenças e a cocriação de soluções, para alcançar a equidade na saúde nestas comunidades", acrescentou a dra. Vanessa Apea, médica consultora em Saúde Sexual e VIH, e professora catedrática na Universidade de Londres Queen Mary.

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