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Governo de São Paulo anuncia início da produção da CoronaVac no Instituto Butantan

© REUTERS / Leonardo BenassattoGovernador de São Paulo João Doria, diretor do Instituto Butantan Dimas Covas e o secretário da Saúde do estado Jean Gorinchteyn recebem o lote de 600 litros de insumos para a fabricação da vacina Coronavac no aeroporto de Guarulhos
Governador de São Paulo João Doria, diretor do Instituto Butantan Dimas Covas e o secretário da Saúde do estado Jean Gorinchteyn recebem o lote de 600 litros de insumos para a fabricação da vacina Coronavac no aeroporto de Guarulhos - Sputnik Brasil
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O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quinta-feira (10) que o Instituto Butantan iniciou a produção da vacina contra a COVID-19, a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Em uma entrevista coletiva na sede do Instituto Butantan em São Paulo, Doria informou que o processo de produção do imunizante começou a ser realizado nesta quarta-feira (9), na fábrica do instituto, situada na zona oeste da capital paulista, que tem 1.880 m² e contará com o reforço de 120 novos profissionais. Com isso, a fábrica passará a funcionar 24 horas por dia.

"O Instituto Butantan iniciou ontem (9) a produção da vacina do Butantan, a CoronaVac, aqui na sede do Butantan em São Paulo. Esta é a produção brasileira do Butantan, que está produzindo aqui com insumos que vieram da Sinovac, a vacina do Brasil, a vacina do Butantan. Um momento histórico que orgulha a todos nós brasileiros", disse o governador durante coletiva de imprensa na sede do instituto.

As conclusões sobre os testes da Coronavac, contudo, ainda não foram divulgadas, impossibilitando o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois a conclusão da fase III e a apresentação dos dados são pré-requisitos para a aprovação. Segundo o Butantan, as informações devem ser enviadas ainda em dezembro para a Anvisa, que decidirá até a primeira semana de janeiro se o imunizante cumpre todos os requisitos para sua aplicação, informou o portal G1.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a capacidade de produção da vacina será de até um milhão de doses por dia. Contudo, inicialmente, a CoronaVac deverá ser apenas envasada e rotulada no instituto, de acordo com informações da Folha de São Paulo.

O G1, por sua vez, relata que o governo de São Paulo já recebeu 120 mil doses prontas da vacina e insumos para a produção de um milhão, e que o primeiro lote estimado será de 300 mil doses. No total, o acordo firmado entre o Butantan e a Sinovac prevê que o instituto receberá seis milhões de doses prontas para o uso e vai formular e envasar outras 40 milhões.

​Ontem (9), o governador João Doria anunciou que dez estados solicitaram a vacina CoronaVac, mas não revelou quais. Hoje (10), Doria acrescentou que mais de 900 municípios manifestaram interesse em adquirir o imunizante produzido pelo laboratório chinês em parceria com o Instituto Butantan.

"Hoje 12 estados do país, incluindo São Paulo, já formalizaram a solicitação para a vacina do Butantan. E 912 municípios de todo o Brasil também já demonstraram interesse da mesma forma, formalmente, para obter a vacina do instituto Butantan para a imunização dos seus trabalhadores de saúde", disse o governador de São Paulo durante coletiva.

O governador João Doria e o presidente da República Jair Bolsonaro vêm travando uma disputa pela distribuição das vacinas contra a COVID-19 no país. Os dois são apontados como prováveis adversários no pleito presidencial de 2022.

Em outubro, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello chegou a anunciar que o governo federal tinha a intenção de adquirir a vacina chinesa produzida em São Paulo, mas foi desautorizado pelo presidente logo em seguida, e voltou atrás. A maior aposta do governo Bolsonaro é o imunizante produzido pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, cujo processo está mais atrasado que o da vacina desenvolvida pela Sinovac.

No último dia 1º, o Ministério da Saúde apresentou sua estratégia preliminar para a vacinação contra a COVID-19, mas não incluiu a CoronaVac no calendário apresentado.

Por sua vez, a Anvisa informou no dia 2 de dezembro que aceitará o pedido de uso emergencial da vacina contra a COVID-19 no Brasil por parte das companhias desenvolvedoras, que terão que cumprir uma série de requisitos. Além disso, a agência acrescentou que o uso será liberado apenas para o público previamente definido e testado nos estudos e ressaltou que a permissão para o uso emergencial não substituirá o registro sanitário no país.

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