Premiê etíope afirma que ofensiva militar objetiva restaurar ordem em Tigré

© REUTERS / TIKSA NEGERIGuarda da região de Tigré, na Etiópia, em Mekele, 26 de junho de 2019
Guarda da região de Tigré, na Etiópia, em Mekele, 26 de junho de 2019 - Sputnik Brasil
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O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, disse hoje (6) que a operação conduzida pela Força de Defesa Nacional em Tigré se justifica pela necessidade de restaurar a ordem e o Estado de Direito na região, à luz da recente escalada armada.

"As operações das forças de defesa federais em andamento no norte da Etiópia têm objetivos claros, limitados e alcançáveis — restaurar o Estado de Direito e a ordem constitucional e salvaguardar os direitos dos etíopes de levar uma vida pacífica onde quer que estejam no país", disse Abiy Ahmed por meio de nota.

De acordo com o premiê, sua administração buscou diferentes maneiras de resolver as disputas crescentes na região, sem sucesso, antes de decidir lançar a ofensiva militar

​O governo federal tentou pacientemente, por vários meses, resolver as diferenças com a liderança da FLPT [Frente Popular para a Libertação de Tigré] pacificamente; tentamos mediação, reconciliação, diálogo. Tudo falhou por conta da arrogância e intransigência criminosa da FLPT. Na última gota, a FLPT atacou o Comando do Norte, baseado em Tigré.

No último dia 4, o governo etíope acusou a FLPT, o partido no poder na região, de atacar uma base militar local. Os confrontos que se seguiram levaram a várias baixas dos dois lados. O primeiro-ministro Abiy Ahmed decidiu então mobilizar o exército para enfrentar as autoridades da região.

A Frente de Libertação do Povo Tigré, que se opõe ao governo em exercício, solicitou em setembro que o gabinete etíope realizasse eleições locais, que foram adiadas devido à pandemia. Depois que o pedido foi rejeitado, o partido organizou eleições por conta própria, mas estas nunca foram reconhecidas como legítimas pelo governo central.

Após o atual confronto no norte do país, o gabinete de Ahmed colocou a região em estado de emergência por um período de seis meses devido às "atividades ilegais e violentas que põem em perigo a constituição e a ordem constitucional".

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