Navio de guerra dos EUA é forçado a regressar a porto para conserto

© AP Photo / Carlos OsorioUSS Detroit, navio da Marinha dos EUA
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O USS Detroit, um navio de combate litorâneo norte-americano, se preparava para participar de exercícios navais dos EUA com oito países aliados, mas sofreu um contratempo.

O navio de combate litorâneo norte-americano USS Detroit está regressando para reparação ao porto de Mayport, estado da Flórida, EUA, revelou na quinta-feira (29) o portal Defense News, citando fontes anônimas.

Segundo a mídia, a embarcação, que está atribuída ao Comando Sul dos EUA, participaria dos exercícios militares Unidade das Américas (UNITAS), no Equador, lado a lado com navios, aeronaves e fuzileiros navais dos EUA e "oito outras nações parceiras", mas sofreu um problema com a engrenagem combinada, um problema técnico complexo.

A falha ocorreu na engrenagem combinada, "uma transmissão complexa que conecta a energia de dois grandes motores de turbina a gás e de dois motores propulsores principais a diesel aos eixos de propulsão do navio, que impulsionam o navio pela água com jatos de água", indica David Larter, autor do artigo.

"Os navios de combate litorâneos da classe Freedom têm sido atormentados por problemas com sua engrenagem combinada, que é uma solução imperfeita projetada para atender à exigência de mais de 40 nós [74 km/h] de velocidade. O navio pode dar entre 10 e 12 nós [18 a 22 km/h] apenas com seus motores a diesel, mas para ir mais rápido ele deve acoplar os motores de turbina a gás", explica.

O comandante da 4ª Frota dos Estados Unidos, contra-almirante Don Gabrielson, referiu que o navio regressaria ao Comando Sul assim que a reparação fosse terminada.

© AP Photo / Lockheed MartinO navio USS Milwaukee
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O navio USS Milwaukee

Problemas técnicos relacionados com as engrenagens combinadas na Marinha dos EUA datam pelo menos desde o final de 2015, quando o USS Milwaukee (LCS-5) se quebrou em sua viagem inaugural para seu porto de baseamento em Mayport, Flórida, e teve que ser rebocado para a base anfíbia de Little Creek em Hampton Roads, Virgínia, EUA. Incidentes semelhantes continuaram ocorrendo depois disso.

Devido aos frequentes problemas técnicos, a Marinha norte-americana começou a usar o navio expedicionário de transporte rápido Burlington "para atuar como uma espécie de navio de apoio para que os navios realizassem reparos e manutenção conforme necessário" em meio a operações navais.

"O USNS Burlington (T-EPF-10) foi enviado para testar sua utilidade como base de preparo para apoiar as Disponibilidades de Manutenção Planejada [PMAV, na sigla em inglês] dos navios de combate litorâneos destacados, mostrando uma promessa real", disse Don Gabrielson, comandante da 4ª Frota.

Na opinião do chefe de Operações Navais, almirante Michael Gilday, estas dificuldades indicam que a Marinha dos EUA precisa de novas classes de navios, incluindo embarcações autônomas, para fazer crescer a Marinha.

"Eu volto para [o seguinte]: será que preciso mesmo que um navio de combate litorâneo atinja 40 nós? Isso vai forçar todo o projeto do navio, não apenas a parte de engenharia, mas também como ele foi construído. Isso se torna um fator crítico. Portanto, se você tirar os olhos da bola quanto às exigências, você pode acabar se encontrando à deriva", adverte.

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