Cometas tiveram grande impacto no início da vida na Terra, revela estudo

© Sputnik / Vitaly Timkiv / Abrir o banco de imagensCometa NEOWISE fica visível entre os dias 14 e 23 de julho a partir da região de Krasnodar, na Rússia. O cometa, cientificamente chamado de C/2020 F3, está de passagem no Sistema Solar e deverá voltar daqui a sete mil anos
Cometa NEOWISE fica visível entre os dias 14 e 23 de julho a partir da região de Krasnodar, na Rússia. O cometa, cientificamente chamado de C/2020 F3, está de passagem no Sistema Solar e deverá voltar daqui a sete mil anos - Sputnik Brasil
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As descobertas da nova pesquisa acrescentam peças importantes ao quebra-cabeça de como a vida começou no planeta Terra.

O Big Bang pode ter iniciado o Universo, mas é provável que a queda de cometas tenha desempenhado um papel essencial na vida na Terra, afirmam pesquisadores do Albion College, Michigan, EUA. Os resultados da investigação foram publicados recentemente na revista científica Astrobiology.

"Experimentos que simulam impactos mostraram repetidamente que as biomoléculas encontradas em cometas, asteroides e meteoritos não são completamente destruídas", afirma Nicolle Zellner, principal autora do estudo.

A pesquisa expôs amostras de dispersão interespaço do glicolaldeído (GLA, na sigla em inglês), um açúcar importante na química que leva à ribose, a pressões de impacto entre 4,5 e 25 gigapascais (forças muito maiores do que as pressões mais profundas da água do oceano, ou as de um piano caindo de centenas de quilômetros acima da Terra). Os cientistas descobriram que o GLA consegue manter sua integridade sob pressões tão intensas.

© AP Photo / ESACometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, cujas fotos originais foram tiradas pela câmera OSIRIS em 1º de junho de 2016
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Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, cujas fotos originais foram tiradas pela câmera OSIRIS em 1º de junho de 2016
"O fato de que o GLA pode permanecer intacto sob pressões desse tipo fornece outra peça do quebra-cabeça em nossa compreensão de como as biomoléculas sobreviveram à liberação de impacto em uma Terra primitiva", explica Zellner.

Os pesquisadores observaram também que várias novas moléculas foram vistas após o impacto, e algumas delas podem ter implicações biológicas importantes.

Zellner sublinha que o estudo agora apresentado é anterior a observações recentes de astrônomos que encontraram GLA em vários cometas. Essas descobertas recentes acabaram por reforçar a afirmação da equipe liderada por Zellner de que o GLA provavelmente se dispersou por todo o Sistema Solar, inclusive na Terra, por meio de impactos de cometas.

"Todos presumiram que o GLA era uma molécula inicial para a ribose ou aminoácidos, mas pouca consideração foi dada quanto à sua fonte [...] Estamos mostrando qual poderia ser a fonte dessa molécula", conclui a pesquisadora.
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