'Repressão' e ascensão tecnológica da China levam EUA e Reino Unido a assinar pacto de IA, diz mídia

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A parceria entre Londres e Washington supostamente impulsionará a colaboração no desenvolvimento e pesquisa da inteligência artificial, bem como "explicabilidade e justiça".

A administração Trump deverá anunciar que assinou uma parceria estratégica em inteligência artificial (IA) com o Reino Unido, revelou o portal Axios na sexta-feira (25).

"A América e nossos aliados devem liderar o mundo na formação do desenvolvimento de tecnologias de vanguarda em inteligência artificial e na proteção contra o autoritarismo e a repressão", disse Michael Kratsios, diretor de tecnologia dos EUA.

"Estamos orgulhosos de nos juntarmos a nosso parceiro especial e aliado, o Reino Unido, para promover a inovação da IA para o bem-estar de nossos cidadãos, em linha com valores democráticos compartilhados."

EUA aderiram em 29 de maio à Parceria Global em Inteligência Artificial (GPAI, na sigla em inglês), citando temores de que a China possa superar os EUA na corrida tecnológica, bem como a necessidade de fornecer recomendações sobre tecnologias de IA que supostamente respeitariam as liberdades civis.

De acordo com uma entrevista da agência Bloomberg a Kratsios, a GPAI seria um obstáculo "importante" às abordagens chinesas da IA.

No mesmo mês, Pequim lançou um financiamento de US$ 1,4 trilhão (R$ 7,83 trilhões) para impulsionar as principais tecnologias, incluindo infraestrutura, 5G, inteligência artificial, semicondutores e outras, como parte do plano Made In China 2025 e incluído no plano de cinco anos de Pequim a ser revelado no próximo mês.

O presidente norte-americano Donald Trump lançou sua guerra comercial contra Pequim em março de 2018, reduzindo as relações com a China a mínimos históricos e visando numerosas empresas tecnológicas do país asiático, tais como Huawei, ZTE, ByteDance, Tencent e outras.

A iniciativa levou as autoridades e empresas chinesas a aumentar os investimentos em suas empresas em uma tentativa de reduzir a dependência das tecnologias dos EUA, principalmente processadores e sistemas operacionais.

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