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União Europeia está dividida sobre aceitar entrada da Ucrânia, revela Zelensky

© Sputnik / Aleksei NikolskyPresidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, durante a conferência de imprensa do Quarteto da Normandia, em 9 de dezembro de 2019
Presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, durante a conferência de imprensa do Quarteto da Normandia, em 9 de dezembro de 2019 - Sputnik Brasil
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O presidente ucraniano Vladimir Zelensky disse em uma entrevista ao site Euronews nesta terça-feira (25) que nem todas as nações da União Europeia (UE) desejam que seu país se torne um membro de pleno direito.
"Acho que a União Europeia deseja que a Ucrânia seja um parceiro e deseja que a Ucrânia faça parte da UE. Nem todos os Estados-membros da UE querem, é verdade, nem todos os países. Parece-me que eles não estão 100% confiantes na Ucrânia", revelou o presidente.

Zelensky disse anteriormente que seu governo não estava satisfeito com o status atual da Ucrânia como parceiro da UE. Os dois lados assinaram um acordo de associação em 2014, que a UE afirma ser a principal ferramenta para aproximá-los. Mas uma adesão plena não está à vista.

Passando para o conflito no leste da Ucrânia, Zelensky declarou que o progresso para encerrar a guerra de sete anos não foi tão rápido quanto ele esperava. Ele acrescentou que está contando com a próxima reunião do Formato da Normandia com Ucrânia, Rússia, Alemanha e França.

"Está acontecendo, mas não tão rápido quanto eu esperava. Mas agora há um cessar-fogo. Haverá uma reunião no formato da Normandia", comentou.

© REUTERS . Assessoria de imprensa do presidente da Ucrânia Presidente da França, Emmanuel Macron, recebe o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, na cúpula do Quarteto da Normandia em Paris, 9 de dezembro de 2019
União Europeia está dividida sobre aceitar entrada da Ucrânia, revela Zelensky - Sputnik Brasil
Presidente da França, Emmanuel Macron, recebe o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, na cúpula do Quarteto da Normandia em Paris, 9 de dezembro de 2019

Zelensky afirmou não saber quanto tempo levará para resolver a crise, mas espera que a segunda cúpula da Normandia seja realizada antes do final do ano.

Sobre a Bielorrússia, Zelensky pontuou que não queria uma repetição do levante de 2014 no país vizinho do Leste Europeu e não interferiria em seus assuntos internos.

"Eu absolutamente não quero intervir nas eleições da Bielorrússia e não o farei. A Ucrânia não intervirá. É realmente a política deles", sentenciou.

O presidente ucraniano sugeriu que não era tarde para o governo bielorrusso e a oposição iniciarem as negociações. Ele destacou que teria convocado uma nova eleição se fosse o atual presidente Aleksandr Lukashenko.

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