'Humano não duraria muito tempo': estudo revela local mais perigoso da história da Terra

CC BY 2.0 / Julian Johnson / Dinossauro (imagem ilustrativa)
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Há 100 milhões de anos, predadores ferozes como répteis voadores fizeram de parte do atual sudeste do Marrocos provavelmente o lugar mais perigoso da Terra, opinam pesquisadores.

Em um estudo publicado em 21 de abril na revista científica ZooKeys, um grupo internacional de dez pesquisadores concluiu que esta região, conhecida como Kem Kem, atualmente rochosa e árida, estava repleta de predadores aterradores.

"Era provavelmente o lugar mais perigoso da história da Terra, um lugar onde um viajante do tempo humano não duraria muito tempo", afirmou o autor principal do estudo Nizar Ibrahim, da Universidade de Detroit Mercy.

Há cerca de 100 milhões de anos, a região possuía uma extensa rede fluvial, repleta de muitas espécies de animais aquáticos e terrestres.

Em Kem Kem foram encontrados fósseis de diversos animais do passado, entre eles de três dos maiores dinossauros carnívoros já conhecidos, incluindo o carcarodontossauro dentes-de-tubarão, que tinha mais de oito metros de comprimento, um enorme maxilar e dentes serrilhados compridos.

© Foto / Fabio ManucciRazana, crocodilo gigante
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Razana, crocodilo gigante

A seguir vem o Deltadromeus, também com cerca de oito metros de comprimento e membro da família dos raptores, com patas traseiras longas e anormalmente finas para seu tamanho.

Fósseis de outros répteis voadores e de predadores semelhantes a crocodilos também foram analisados pelos cientistas.

David Martill, professor da Universidade de Portsmouth e coautor do estudo, explicou que esses predadores de grande porte para sobreviver estavam dependentes da existência abundante de peixes na região.

"Este lugar estava cheio de peixes absolutamente enormes, incluindo celacantos gigantes e peixes pulmonados", escreveu Martill, para quem o estudo "é a obra mais abrangente sobre vertebrados fósseis do Saara em quase um século, desde que o famoso paleontólogo alemão Ernst Freiherr Stromer von Reichenbach publicou sua última grande obra em 1936".

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