10:59 26 Outubro 2020
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    Moscas conservadas em um âmbar de 41 milhões de anos entram na lista dos animais mais antigos a serem fossilizados se acasalando.

    Os insetos travessos aparentemente estavam no auge da relação amorosa ao ficarem presos em uma resina fóssil, o que os fez ficar preservados e unidos depois da morte.

    Com o passar do tempo a resina endureceu e se transformou em um âmbar, deixando os insetos com as suas patinhas entrelaçadas para sempre.

    Levando em consideração que, para se acasalarem, as moscas precisam de apenas alguns segundos, a descoberta das moscas, no estado australiano de Victoria, é ainda mais rara e interessante.

    ​Estas duas moscas de patas lonas (Dolichopodidae) foram conservadas em âmbar 40 milhões de anos atrás durante o acasalamento. Fazem parte de um enorme tesouro de novas descobertas fósseis australianas.

    "Dá para dizer que estas moscas foram 'capturadas em ação' 41 milhões de anos atrás, o que é surpreendente", afirmou o autor do estudo científico e paleontólogo Jeffrey Stilwell, da Universidade Monash de Melbourne.

    "As moscas devem ter acidentalmente pousado na resina da árvore para se acasalar, ficando literalmente unidas para sempre", acrescentou o paleontólogo, escreve Daily Mail.

    O material foi extraído de rochas que têm entre 54 a 40 milhões de anos, encontradas em dois sítios diferentes – uma na costa ocidental da Tasmânia, enquanto a outra no estado de Victoria.

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    Tags:
    paleontologia, inseto, fóssil, cientistas, Austrália
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