Médicos rejeitam recomendação de Trump de testar injeção de desinfetantes contra COVID-19

© REUTERS / Jonathan ErnstPresidente dos EUA, Donald Trump, durante briefing diário da força-tarefa contra o coronavírus na Casa Branca, em Washington, EUA, 23 de abril de 2020
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante briefing diário da força-tarefa contra o coronavírus na Casa Branca, em Washington, EUA, 23 de abril de 2020 - Sputnik Brasil
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Durante o último briefing diário da força-tarefa sobre coronavírus, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu medidas incabíveis para combater a pandemia da COVID-19.

"Vejo desinfetante que derruba [coronavírus] em um minuto, um minuto. E há uma maneira de fazer algo assim por injeção ou quase uma limpeza?", disse Trump na conferência de quinta-feira (23).

"Como você vê, ele entra nos pulmões, faz um número tremendo nos pulmões, então seria interessante verificar isso", completou o líder norte-americano.

Quando perguntado se existe algum cenário em que um ser humano precisaria se injetar com um desinfetante doméstico ou produto relacionado, Bill Bryan, subsecretário de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês), evitou a pergunta, observando que seu laboratório não faria tal experiência. "Nós não fazemos isso dentro desse laboratório", afirmou.

Sem se referir ao presidente dos EUA ou ao briefing da força-tarefa, o médico de pronto-socorro Sam Ghali aconselhou aos cidadãos no Twitter a não injetar ou ingerir desinfetantes para combater o coronavírus.

​Oi, aqui é um médico de emergência. Não injete ou consuma desinfetantes na tentativa de matar a COVID-19

Para os que ponderaram colocar em prática as palavras do presidente norte-americano, o médico Eugene Gu emitiu um aviso semelhante.

​Por favor, não injete nada no seu corpo ou ingira nada para matar o coronavírus. Não existe nenhuma substância que desinfete o corpo do coronavírus por dentro. Não injete ou beba água sanitária, sabão, não use álcool isopropílico, lisol ou qualquer outra coisa

Embora o presidente dos EUA tenha recebido uma retaliação considerável por continuar pressionando a hidroxicloroquina como meio de tratamento da COVID-19, pelo menos o medicamento antimalárico em questão é um remédio de prescrição e não está disponível para compra em supermercados.

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