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Quanto tempo duraria pandemia do coronavírus?

© AP Photo / Matt RourkeCiclista usando máscara protetora passa pela estátua dedicada ao personagem Rocky, no Museu de Arte de Filadélfia, nos EUA, 14 de abril de 2020
Ciclista usando máscara protetora passa pela estátua dedicada ao personagem Rocky, no Museu de Arte de Filadélfia, nos EUA, 14 de abril de 2020 - Sputnik Brasil
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Cientistas da Universidade de Harvard, EUA, projetaram o comportamento do SARS-CoV-2 para os próximos cinco anos, estimando que o distanciamento intermitente como medida de prevenção pode durar até 2022.

Um grupo de cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA), anunciou, através de um estudo publicado na revista Science, que a progressão da doença COVID-19 nos próximos cinco anos vai depender de como ela se comporte nesta primeira onda pandêmica.

Para isso, eles projetaram uma série de cenários que poderiam surgir nos próximos cinco anos com base na dinâmica de transmissão do SARS-CoV-2. Segundo as conclusões, o isolamento intermitente pode ter que ser prolongado até 2022.

Com base na projeção estimada, os cenários pós-pandêmicos se tornarão mais agudos nos padrões sazonais e geográficos; ou seja, o SARS-CoV-2 atacará com maior ou menor intensidade dependendo da condição climática de cada região.

Para isso, explicaram que devem ser aplicadas medidas intermitentes de distanciamento social para evitar picos epidêmicos que excedam a capacidade das instalações hospitalares.

"As medidas de distanciamento social poderiam ser completamente flexibilizadas até o início ou meados de 2021, novamente dependendo do grau de intensidade da transmissão sazonal", diz a equipe liderada por Stephen M. Kissler.

Além disso, a projeção do estudo aponta que o comportamento do SARS-CoV-2 é baseado em aspectos como a eficácia das medidas de prevenção ou o grau de imunidade gerada durante a pandemia.

Sucesso ou insucesso humano

Os cientistas apontam que essas previsões podem variar de acordo com a magnitude dos estudos serológicos, vacinas e tratamentos que sejam desenvolvidos durante esta primeira onda pandêmica. Assim, a quantidade de testes serológicos que forem feitos pode dar uma imagem mais clara das pessoas que geraram anticorpos durante a fase de infecção.

Nesta perspectiva, a equipe de cientistas de Harvard também observou que o impacto da COVID-19 pode mudar à medida que são desenvolvidas vacinas que geram imunidade para o SARS-CoV-2 e remédios que auxiliem durante o tratamento.

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