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COVID-19 começa a afetar rotina no Rio de Janeiro (FOTOS)

© AP Photo / Silvia IzquierdoVendedor de rua oferecendo máscaras e géis de álcool no Rio
Vendedor de rua oferecendo máscaras e géis de álcool no Rio - Sputnik Brasil
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Aulas suspensas, jogos de futebol com portões fechados e vendedores de máscaras nas ruas. A COVID-19 começa a mudar a paisagem no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (16).

O Estado do Rio de Janeiro tem 24 casos confirmados de infecção pelo coronavírus. A capital fluminense registrou 22 destes casos, enquanto Niterói e Barra Mansa tiveram um registro único até o momento. Também existem outros 95 casos suspeitos. Todos eles estão em isolamento domiciliar, informou a Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Rio de Janeiro em seu último boletim. 

Em todo o Brasil, são 200 casos confirmados e 1.913 pacientes suspeitos. Não há registro de nenhuma morte causada pela COVID-19, que é o nome da doença causada pelo novo coronavírus.

Rosilane Rovere trabalha vendendo café e bolo em uma barraca no Centro do Rio de Janeiro. Ela acredita que as medidas tomadas pelas autoridades brasileiras para conter a expansão do coronavírus, que repetem padrões adotados por outros países afetados pela pandemia, não passam de uma "grande jogada política".

"Muito estranho a China lá em cima mandando em tudo, é tudo uma jogada política", diz Rovere à Sputnik Brasil. 

O discurso da vendedora ecoa o do presidente Jair Bolsonaro. No domingo, ele participou de atos contra o Congresso e tocou em manifestantes, apesar dos diversos casos de COVID-19 em pessoas que participaram de uma recente viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos. 

"Tivemos vírus muito mais graves que não provocaram essa histeria. Certamente tem um interesse econômico nisso. Em 2009 teve um vírus também e não chegou nem perto disso. Mas era o PT no governo aqui e os democratas nos Estados Unidos", disse Bolsonaro em entrevista à CNN Brasil.
© Sputnik / Thales SchmidtPrateleira de álcool em gel vazia em farmácia do Rio de Janeiro.
COVID-19 começa a afetar rotina no Rio de Janeiro (FOTOS) - Sputnik Brasil
Prateleira de álcool em gel vazia em farmácia do Rio de Janeiro.

O presidente da República provavelmente fala da pandemia de H1N1 e repete um argumento que vem sendo utilizado para diminuir a gravidade do novo coronavírus. A comparação, contudo, é descabida já que a nova enfermidade tem mostrado um aumento no número de infectados maior do que a pandemia anterior. Ou seja, o novo coronavírus se espalha mais rápido. 

A Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, tem uma ferramenta para acompanhar em tempo real o monitoramento do coronavírus. Nesta segunda-feira, são mais de 169 mil casos confirmados e 6.513 mortes.

"Parece que as pessoas não assistem televisão, não estão preocupadas", diz o vendedor de máscaras Edilson Ferreira.

Desempregado há 2 anos, Ferreira vendia acessórios para celular no Centro do Rio antes de investir na venda das máscaras. Ele conta que compra o material por R$ 3,50 e vende por R$ 5 — e critica outros ambulantes que vendem o mesmo produto por R$ 12. 

© Sputnik / Thales SchmidtVendedor ambulante de máscaras no Rio de Janeiro durante surto de coronavírus.
COVID-19 começa a afetar rotina no Rio de Janeiro (FOTOS) - Sputnik Brasil
Vendedor ambulante de máscaras no Rio de Janeiro durante surto de coronavírus.

Nas farmácias, é uma tarefa difícil encontrar qualquer tipo de álcool em gel. Funcionários relataram à Sputnik Brasil que o produto costuma acabar em minutos após o estoque ser reposto e um cliente chegou a pedir 500 unidades de álcool em gel. 

Já o porteiro Fernando Rodrigues conta que está no time dos preocupados por ser idoso. Ele conta que veio em pé em um ônibus cheio, apesar da recomendação dos especialistas ser de que o transporte público não deve ficar superlotado. 

"Estou preocupado sim, mas precisamos trabalhar, fazer o quê?", diz Rodrigues.
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