Quem se infectar voluntariamente por novo coronavírus será 'premiado' por 3.500 libras em Londres

© AP Photo / Xiao YijiuEnfermeira atende pacientes infectados pelo coronavírus em Wuhan
Enfermeira atende pacientes infectados pelo coronavírus em Wuhan - Sputnik Brasil
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O projeto, aberto apenas para 24 pessoas, irá monitorizar e testar o estado de saúde e medicamentos usados nos candidatos que ficarem de quarentena durante duas semanas para a criação de uma vacina.

É uma proposta aliciante, receber 3.500 libras esterlinas (R$ 21.407) para passar duas semanas sem fazer nada, mas há um senão: os 24 voluntários no Reino Unido seriam infectados pela COVID-19 como cobaias para o desenvolvimento de uma vacina do novo coronavírus, escreve o jornal britânico The Times.

"As empresas farmacêuticas podem ter uma ideia muito boa dentro de alguns meses após iniciar um estudo de vacinas, quer esteja funcionando ou não, usando uma amostra tão pequena de pessoas", afirmou Andrew Catchpole, cientista-chefe da Hvivo, a companhia geradora da unidade de quarentena do laboratório que vai albergar os voluntários.

Embora o número de mortes pela infecção seja relativamente reduzido, que oficialmente afeta 115.839 pessoas no mundo segundo os últimos dados, as 4.087 mortes confirmadas por causa da epidemia ainda podem assustar potenciais candidatos.

Os participantes prospectivos terão o histórico médico examinado em uma instalação especial no leste de Londres, onde permanecerão durante duas semanas para os testes.

Em seguida, os voluntários serão infectados com duas cepas comuns de coronavírus, 0C43 e 229E, da mesma família do vírus, e fechados em um laboratório de quarentena, sendo observados e tratados por pesquisadores com medicamentos para testar o progresso da infecção, que apenas causará uma leve doença respiratória, garantem os cientistas.

Até agora, mais de 2 bilhões de dólares foram investidos em pesquisa em todo o mundo para encontrar a vacina de contenção da COVID-19.

A farmacêutica francesa Sanofi, uma das maiores produtoras mundiais de vacinas, lucrou € 1,9 bilhão (R$ 10,1 bilhões) vendendo vacinas contra a gripe em 2019. As recompensas para uma vacina eficaz contra o coronavírus poderiam ser consideravelmente mais elevadas, relata a fonte.

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