Ex-presidente dinamarquês compara 'Acordo do Século' de Trump a apartheid para palestinos

© REUTERS / Mussa QawasmaManifestantes palestinos discutem com forças israelenses durante protesto na Cisjordânia, em 28 de fevereiro de 2020
Manifestantes palestinos discutem com forças israelenses durante protesto na Cisjordânia, em 28 de fevereiro de 2020 - Sputnik Brasil
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O ex-presidente dinamarquês, Mogens Lykketoft, afirmou que o plano de Trump para resolver o conflito israelo-palestino trará tudo menos paz à região.

Uma carta aberta, alertando sobre os perigos do "Acordo do Século", foi escrita por um grupo de ex-funcionários europeus, incluindo Lykketoft. Na mensagem, o grupo também pediu à União Europeia para rejeitar qualquer tentativa dos EUA de implementar o acordo.

Com o suposto propósito de trazer "paz" e criar um Estado palestino "independente", o plano foi revelado em fevereiro pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mas foi imediatamente condenado pelos palestinos e por muitos países em todo o mundo.

Na opinião do ex-líder da Dinamarca, esse acordo não cumprirá o que diz, principalmente em relação a "paz e solução de dois Estados". Ele ainda explica que os signatários da carta aberta acreditam que o plano de Trump só legitimará o status quo existente, ao mesmo tempo que torna as condições para os palestinos ainda piores.

Contradiz resoluções da ONU

"Ele [o acordo] vai perpetuar a ocupação e os direitos desiguais. Transformará o resto do território palestino em algo como os bantustões [pseudo-Estados criados pelo regime do apartheid] na África do Sul durante o período do apartheid. Não é uma receita para a paz, é uma receita para as condições desiguais e a falta de paz na região", argumentou o político dinamarquês ao canal russo RT.

© AP Photo / Manuel Balce CenetaPresidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu após a assinatura do documento que reconhece a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã
Ex-presidente dinamarquês compara 'Acordo do Século' de Trump a apartheid para palestinos - Sputnik Brasil
Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu após a assinatura do documento que reconhece a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã

Lykketoft acredita que o processo de paz para Israel e Palestina deve se basear nas diretrizes negociadas pela ONU, e que o plano de Trump é "uma ruptura total dessas condições", pois contradiz um grande número das resoluções das Nações Unidas.

"O plano é realmente a confirmação da presença de condições totalmente instáveis e injustas no terreno. E isso certamente não contribui para algo como a paz no Oriente Médio", concluiu.

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