00:03 06 Abril 2020
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    Israel formou um grupo para mapear as fronteiras relativas ao "Acordo do Século" dos EUA, que já está em pleno andamento, disse o premiê israelense Benjamin Netanyahu.

    "Meu amigo presidente [dos EUA, Donald] Trump deixou claro que ele reconhece a soberania de Israel no Vale do Jordão, no norte do mar Morto, todos os assentamentos na Judeia e Samaria [termo israelense para a Cisjordânia] e na área ao redor. Nós estabelecemos um grupo israelense que vai trabalhar com os EUA para definir as fronteiras, o que já começou - e está em pleno andamento", citou o escritório de Netanyahu sua declaração na reunião semanal do governo israelense.

    De acordo com o primeiro-ministro de Israel, a definição das fronteiras é feita em cooperação com os serviços de segurança israelenses e com a liderança dos assentamentos judeus na Cisjordânia.

    Netanyahu também nomeou os funcionários que se juntaram ao grupo do lado israelense: o presidente do Conselho de Segurança Nacional de Israel, Meir Ben Shabbat, o ministro do Turismo Yariv Levin e o diretor-geral do Gabinete do primeiro-ministro, Ronen Peretz. O grupo trabalhará em cooperação com o embaixador de Israel nos EUA, Ron Dermer.

    "Vamos fazer este trabalho o mais rápido possível", declarou o premiê israelense.

    Fim ou aumento das tensões?

    Em 28 de janeiro, o presidente norte-americano Trump anunciou o resultado do "Acordo do Século", um projeto de acordo entre Israel e a Palestina que colocaria fim ao conflito na região.

    O plano prevê o estabelecimento do Estado da Palestina e sua desmilitarização, com Israel mantendo o controle sobre o leste do rio Jordão e Jerusalém permanecendo sua capital indivisível.

    Manifestante durante protesto contra o Acordo do Século dos EUA para a solução do conflito israelense-palestino, próximo da embaixada americana na capital libanesa, Beirute
    © Sputnik / Mikhail Voskresensky
    Manifestante durante protesto contra o "Acordo do Século" dos EUA para a solução do conflito israelense-palestino, próximo da embaixada americana na capital libanesa, Beirute

    O presidente palestino Mahmoud Abbas rejeitou o novo plano, dizendo que os palestinos insistem no reconhecimento de seu Estado nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como sua capital.

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    Tags:
    Donald Trump, Cisjordânia, Palestina, Israel, Benjamin Netanyahu
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