EUA acusam militares chineses de roubarem dados pessoais de 145 milhões de americanos

© Sputnik / Aleksei Malgavko / Abrir o banco de imagensEm uma parte do ambiente conhecido como deep web redes de comunicação anônima podem ser acessadas com facilidade e acabam sendo usadas para circular conteúdo ilegal
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Departamento de Justiça dos EUA acusou quatro militares da China de terem acessado ilicitamente dados pessoais de milhões de americanos da agência de informação de crédito Equifax.

Segundo o órgão norte-americano, os crimes teriam sido cometidos ainda em 2017, quando os militares chineses Wu Zhiyong, Xu Ke, Wang Qian e Liu Lei teriam obtido acesso ilegal a dados financeiros e pessoais de 145 milhões de americanos, o que é considerado pelos EUA como um dos maiores ataques hacker da história contra dados de consumidores.

Segundo publicou o portal Military.com, os acusados teriam utilizado falhas no sistema de computadores da agência de crédito americana Equifax, que possui informações sobre mais de 820 milhões de consumidores, bem como sobre 91 milhões de empresas.

Ainda segundo a acusação, os chineses também teriam roubado informações secretas concernindo às atividades da agência.

Durante a suposta ação, os militares teriam usado servidores de aproximadamente 20 países, além de endereços IP chineses.

'Crime de escala chocante'

De acordo com a mídia, o procurador-geral dos EUA, William Pelham Barr, classificou o suposto crime como de "escala chocante".

"Este roubo não só causou significante dano financeiro para a Equifax, mas invadiu a privacidade de muitos milhões de americanos, e impôs custos substanciais sobre eles, uma vez que terão de tomar medidas para se proteger do roubo de identidade", declarou o procurador-geral.

Conforme noticiou o portal G1, os acusados integravam o 54° Instituto de Pesquisa das Forças Armadas chinesas.

Apesar da acusação, é válido lembrar que os militares não se encontram em território sob jurisdição dos EUA, o que dificulta qualquer possível futura execução de condenação.

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