Por que Turquia não apoiou plano da OTAN de 'proteção' contra Rússia? Analista explica

© AP Photo / Mindaugas KulbisSoldados da OTAN no tanque alemão Leopard 2 durante exercício da aliança na Lituânia
Soldados da OTAN no tanque alemão Leopard 2 durante exercício da aliança na Lituânia - Sputnik Brasil
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Turquia rejeitou aprovar o plano da OTAN sobre "proteção" da Polônia e dos Países Bálticos, informam fontes na aliança citadas pela agência Reuters.

Segundo informações, as autoridades da Turquia deram instruções ao seu representante na OTAN para assumir uma posição firme durante os encontros e conversações privadas, exigindo que a Aliança Atlântica reconheça primeiro as forças de autodefesa curdas na Síria como grupos terroristas.

"Elas [as autoridades turcas] mantêm os europeus orientais como reféns, bloqueando a aprovação deste planejamento militar até obterem concessões", disse uma fonte diplomática à agência. Por outro lado, outra fonte afirmou que o comportamento da Turquia era "destrutivo" para a OTAN.

Em entrevista ao serviço russo da Radio Sputnik, o economista e cientista político Aleksandr Dudchak considera que nas circunstâncias atuais seria uma surpresa esperar outro tipo de comportamento de Ancara.

"A Turquia demonstra sua soberania e não participa da campanha antirrussa dos países da OTAN. Seria muito surpreendente se a Turquia tivesse apoiado os planos delirantes sobre proteção contra a "ameaça russa", quando o relacionamento do país com a Rússia está se desenvolvendo e um gasoduto de grande importância está sendo construído […] A OTAN está inventando todo o tipo de pretextos para justificar sua existência, aliás, este "grupo criminoso organizado" já deveria ter deixado de existir há muito tempo. Mas eles sempre inventam algo novo: ora é a Sérvia que os incomoda, ora inventam uma ameaça russa", opinou o cientista político.

Moscou tem repetidamente sublinhado que a Rússia nunca irá atacar qualquer um dos países da OTAN e, segundo o chanceler russo Sergei Lavrov, a aliança sabe isso muito bem, mas eles usam pretextos para aumentar sua presença perto das fronteiras russas.

Em julho de 2016, durante a cúpula da OTAN em Varsóvia (Polônia), foi tomada a decisão de implantar na Lituânia, Letônia, Estônia e Polônia um batalhão internacional da OTAN em cada um destes países.

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