Cadastro bem-sucedido!
Por favor, siga o link da mensagem enviada para

Por que os EUA poderiam estar por trás do golpe de Estado na Bolívia?

© AP Photo / Jose Luis MaganaO presidente dos EUA, Donald Trump, em evento do Partido Republicano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, em evento do Partido Republicano. - Sputnik Brasil
Nos siga no
Ex-presidente da Bolívia acusou os EUA de terem orquestrado o golpe de Estado contra ele. Não é a primeira vez que os líderes latino-americanos denunciam a ingerência estadunidense em seus países.

Quais são os eventuais interesses que os EUA podem ter para promover a mudança de regime na Bolívia?
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as acusações de que os Estados Unidos estiveram na origem da desestabilizações e mudanças de governo na América Latina e no Caribe se tornaram constantes.

Provocação de conflitos internos, invasões militares e vários golpes de Estado figuram na lista de denúncias contra a nação norte-americana na região.

Qual é o interesse dos EUA na Bolívia?

Os Estados Unidos têm diversos interesses na Bolívia. De acordo com o Centro Estratégico Latino-Americano de Geopolítica (Celag), organização internacional que estuda fenômenos conjunturais na região, os interesses de Washington mais importantes estão relacionados com a ajuda ao desenvolvimento e os recursos naturais que podem ser extraídos do seu território.

© REUTERS / Marco BelloAutoproclamada presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, durante cerimônia de posse de novo comandante da polícia boliviana
Por que os EUA poderiam estar por trás do golpe de Estado na Bolívia? - Sputnik Brasil
Autoproclamada presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, durante cerimônia de posse de novo comandante da polícia boliviana
Desde o emblemático Plano Marshall (que impulsionou a recuperação da Europa após da Segunda Guerra Mundial), a assistência econômica aos países se transformou em um dos canais de influência mais utilizados pelos EUA. Considerando que os recursos naturais existentes na América Latina são essenciais para o seu próprio desenvolvimento, procurava-se facilitar o acesso às matérias estratégicas para sustentar a economia estadunidense.

A partir do ano 2000, a ajuda aumentou consideravelmente, com a Bolívia ocupando o terceiro e quarto lugares entre os países que recebiam mais ajuda no continente sul-americano, inclusive depois da chegada de Morales à presidência do país. A assistência começou a descer depois de um embaixador estadunidense ser expulso da agência antidrogas DEA em 2008.

Recursos naturais que são escassos nos EUA

A Bolívia está entre os principais países exportadores de antimônio, tungstênio, estanho e boro, dos quais os Estados Unidos carecem, destacam os analistas da Celag.

Em 2015, os EUA eram o destino principal das exportações de minerais da Bolívia, com 28%, em 2017 baixaram para o quinto lugar, com 10,7%.

Boas relações com Rússia e China

Para a Bolívia, as relações bilaterais com Rússia e China são de vital importância, destaca o investigador brasileiro Pedro Marin, fundador do jornal Opera.

21% de suas importações provêm do país asiático, enquanto apenas 7,5% são dos EUA. Entre os anos 2000 e 2014 o comércio bilateral entre China e Bolívia aumentou de US$ 75 milhões para US$ 2.250 bilhões. Pequim se tornou também no principal credor dos bolivianos, de acordo com Marin.

As relações com a Rússia, especialmente no setor energético, também tem estado a crescer. As parcerias incluíram a construção do Centro de Investigação e Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear na cidade El Alto, a segunda maior cidade do país.
© REUTERS / Carlos JassoEvo Morales, ex-presidente de Bolívia
Por que os EUA poderiam estar por trás do golpe de Estado na Bolívia? - Sputnik Brasil
Evo Morales, ex-presidente de Bolívia

Outro aspecto importantíssimo é que a Bolívia é um território-chave no continente, e o governo do partido Movimento para o Socialismo (MAS) não quer que os EUA interfiram nos seus assuntos. Assim afirmou em julho de 2019 o então ministro da Presidência do país sul-americano, Juan Ramón Quitana, ao dizer que a Bolívia voltará a ser uma nação esmagada se retomar plenas relações com os EUA, adianta a Hispan TV. 

Feed de notícias
0
Antigas primeiroRecentes primeiro
loader
AO VIVO
Заголовок открываемого материала
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала