Retaliação chinesa: Pequim desvaloriza sua moeda depois de taxação dos EUA

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A guerra comercial entre os EUA e a China estendeu-se para o campo monetário. Além de desvalorizar sua moeda, o governo chinês tenta reduzir as importações dos EUA.

A guerra comercial entre os dois gigantes econômicos atingiu uma nova fase. Após os EUA declararem a taxação de produtos chineses, Pequim resolveu dar o troco desvalorizando sua moeda. A taxa de câmbio entre as moedas dos dois países chegou a 7 yuanes por 1 dólar nesta segunda-feira (5).

Para piorar a situação, o governo do país pediu para as empresas estatais não comprarem produtos agrícolas americanos. A ação não ficou sem reação. Seguindo o mais novo capítulo da guerra comercial, o presidente Trump acusou Pequim de "manipulação monetária" em uma rede social.

A China reduziu o preço de sua moeada para quase uma mínima histórica. Isso é chamado de manipulação monetária. Vocês estão ouvindo o Federal Reserve? Isso é uma grande violação que enfraquecerá grandemente a China com o tempo.

A rixa entre os dois países, além de afetar a delicada relação entre ambos, tem criado incertezas no cenário econômico mundial.

"É um dos piores cenários. Primeiro caem os mercados, em seguida Trump desperta e tudo fica pior", disse em entrevista à Bloomberg Michael Every, chefe de pesquisa dos mercados financeiros asiáticos do banco Rabobank de Hong Kong.

China e EUA têm estado travando uma guerra comercial. Em meio às tensões, a China disse que tomaria providências caso Washington sobretaxasse seus produtos no valor de US$ 300 bilhões a partir de 1º de setembro.

Enquanto isto, Trump anunciou que imporia uma tarifa adicional de 10%, a partir de 1º de setembro, sobre os restantes US$ 300 bilhões em bens importados, embora ambos países continuem suas negociações comerciais.

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